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segunda-feira, julho 01, 2019

A Minha Verdade

(31/06/2019)

Já faz muito tempo que me calo em pensamento.
Sou inundada pela raiva e mágoa por todas as vezes que me feriram sem saberem.
Um comentário inocente na verdade era um disfarce para o ódio gratuito. E que eu, na minha esperança em ser aceita, engoli em seco todas as vezes. Dizia para mim mesma que era preciso respeitar o pensamento antiquado das gerações passadas.
Hoje, abro a porta e convido-os a se retirarem, pois a minha verdade vale mais.
A verdade é que o colo que desejo é feminino.
O perfume preferido é feminino.
A voz que me acalma é feminina.
O corpo que me aquece é feminino.
Quero poder falar de amor sem censurar o meu desejo.
Quero fazer planos sem ter medo.
Quero suspirar quando penso nela sem podar o meu amor.
Quero fantasiar sem minha auto-reprovação.
Quero terminar esse texto sem culpa.
Culpa por ser diferente.
Culpa por não me encaixar.
Culpa, principalmente, por não conseguir me libertar.
Depois de tanto tempo, ainda dói.

quarta-feira, junho 26, 2019

A Cama


As noites de solidão me afligem.
Beira o insuportável. Só consigo tolerar porque sei que nosso amor é tão gostoso.

Da última vez que você voltou, até fiquei surpresa. Minhas lembranças não faziam jus a você. Você sem dúvida é melhor do que qualquer sonho meu.
Quando eu, na minha neurose, sou inundada de insatisfações, você me surpreende das formas mais simples. Não é só o chocolate. Não é só uma “caça ao tesouro” muito bem arquitetada. Não é só uma espátula para me incentivar a cozinhar. É você no seu abraço, é você no beijinho delicado que você manda no final de um áudio. “Eu te amo” é pouco.

Eu, na minha neurose, esqueci como falar de amor.

Meu amor por você está na frustração de não poder ter tido a oportunidade de dormir com você na minha cama nova, no meu quarto pintado com a sua ajuda.
Está naquela cafeteria que olho e penso em como queria que você estivesse ali para tomarmos um café.
Está na minha auto-proibição em assistir o final da temporada de RuPaul, pois sem você não tem a mesma graça.
Está na raiva que sinto todos os dias por você não estar comigo.
Mas meu amor é paciente. Talvez como uma criança que pergunta mil vezes “Já está chegando?” numa viagem de carro. O cansaço toma conta, mas as expectativas por dias melhores superam (quase) tudo isso.

A cama já está bem amaciada. Vem logo?


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Nota para terapia (haha): Estava lendo meus textos antigos e reconheci um padrão. Uma puta raiva e vontade de me isolar.
Mas, ao mesmo tempo, frustração quando não me procuram.
Que padrão é esse?

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(Edit)

Talvez eu sinta tanta raiva porque as pessoas não são A pessoa.

Talvez a raiva seja minha forma de lidar com a tristeza.
Estar com raiva faz com que não doa tanto. Especialmente caso haja uma rejeição.
Pelo menos estou mais aberta. E menos "fuck you all".

O que me impressiona é que eu 'tava tão focada em certas pessoas que não vi o resto.
Espero não fazer de novo.

quarta-feira, novembro 13, 2013

Desconhecido

Pensamentos inquietantes.
Depois de sociodrama, a coisa piorou.
Ouvir P!nk também não ajuda.

Difícil conhecer a si mesmo.
Difícil conhecer os outros.
Mas o pior é não conhecer por não se permitir. Ou não permitirem.

Tenho vontade de ficar no meu canto, calada.
Mas, quando dá vontade de falar, "vomito".
Diferente do vômito real, não me sinto menos "enjoada".
Há coisas entaladas, mas que ficarão entaladas.

Bjmordida.




PS: Trocaria o refrão por "How do I feel this good without you?". Uma vez bobona apaixonada, sempre bobona apaixonada.

sexta-feira, outubro 25, 2013

Escreva, Ana, escreva

Vontade de escrever.
Mas escrever o quê? Não há nada a dizer.
Ou melhor, há tanto a dizer! Mas não tenho vontade.
Às vezes tenho a impressão que minha vida está passando, e estou deixando algo passar. Talvez seja só aflição de ver o tempo passar depressa.
Estou beirando aos 21.
Não me sinto "tão velha", mas, ao mesmo tempo, não me sinto "tão jovem".
Não sinto que me encaixo no esteriótipo de jovem, mas sou muito nova e inexperiente para me encaixar em outro.
Procuro me encaixar? Seria mentira dizer que não.
Muitos enchem o peito para dizer "Sou diferente!", mas nada mais são do que iguais.
Acho que talvez eu só me sinta careta e desajeitada mesmo.
Pergunto-me se isso é "normal". Mas o que é normal?!
Entre o silêncio e as incertezas, há o barulho, o movimento e a fluidez.
Engraçado pensar que, daqui a um mês, não saberei o que quis dizer com tudo isso.
Talvez não queira dizer nada.
Talvez só queira escrever, me sentir acompanhada.
Talvez.

___

Mas sei que não estou sozinha. Ainda que seja difícil me entender e me fazer entender.

Bjmordida!

segunda-feira, julho 09, 2012

Wonder Woman

I always wish I could protect you from everything and everyone, but I cannot. Not because I am weak or something like that, it is because I cannot fight your fights, even if I really want to do so. I used to feel weak. I used to feel like I am not brave enough to take care of you. Well, something has changed.
I know I should not, but I always try to be, I don't know, like Wonder Woman. I am always looking for a way to get stronger. I feel like if I show you that I am brave, you will get braver. When you cry, I cry too. It is not because I am feeling weak (like I used to feel), it is because I feel your pain and I feel a little bit useless for not being able to protect you every time. Well, you can be sure that I am thinking about good things, though. I don't know, I just try to be positive and to give you a "positive energy". I try to show you all my love to make you feel better.

As I said, I cannot fight your fights. But you can be sure that I will be always here, to cheer you up and to take care of you if you get hurt. And you can be sure I am not the only one by your side.

Bjmordida

PS: It reminds me of two songs of t.A.T.u.



terça-feira, maio 22, 2012

5

É engraçado pensar em como as coisas aconteceram. Tudo tão rápido e louco. As pessoas hesitam tanto, pensam demais. Mas tudo o que o amor precisa é de uma chance para existir. Sempre fui de planejar cada passo, até que um dia surgiu alguém que virou meu mundo de cabeça para baixo. E eu deixei. 5 meses se passaram e não me arrependo por ter me permitido viver essa "loucura" em nenhum segundo. Love u so much, baby! K3

domingo, abril 15, 2012

Love

‎"Love is. And just is." (Lost and Delirious)

I could not even remember the last time I got so speechless.
Can you feel it? Can you feel anything?

domingo, fevereiro 12, 2012

You know I'm such a fool for you

De repente, senti uma vontade enorme de fotografá-la, de ter o desafio de registrar todas as suas expressões corporais - expressões que revelam com delicadeza quem ela realmente é.
Ter olhos atentos e boa memória já não bastam para mim. Posso dizer que adquiri a necessidade de acompanhar seu desenvolvimento - de menina para mulher, de mulher para menina. Quero estar ao seu lado quando as transformações acontecerem. Melhor dizendo, elas já estão acontecendo.
Nunca pensei que fosse desejar fotografar a mesma mulher por um tempo tão longo.
Espero que as fotografias expressem como ela é e como eu a vejo.
(Não só estas, mas as futuras também!)
















































Entortar levemente a boca no fim das frases, ao contar uma história.
Mexer o nariz quando toco a ponta do mesmo.
Olhar-me surpresa, mas rir quando digo alguma besteira.
Dizer qualquer coisa durante um abraço.
Massagear-me durante um abraço.
Segurar minha mão.
Seu jeito envergonhado de me dar chocolate.
O jeito natural que me chama de (meu) amor, como se tivesse passado a vida inteira me chamando assim.
Começar a cantar, parar ao perceber que estou prestando atenção e voltar ao ser encorajada para continuar.
Suspirar ao lembrar de uma comida que gosta.
Mandar-me beijos quando não podemos nos beijar.
Abraçar-me e beijar minha testa.
Ter sempre o olhar atento e interessado, ainda que o que eu diga não seja interessante.
O gesto que faz quando diz que algo não é importante (mostrar a palma da mão e depois abaixá-la).
Reclamar das pessoas da rua, com expressão séria que se suaviza quando falo para não se importar com elas.
Preocupar-se comigo e se esforçar para que eu não me preocupe com ela, sem mentir.
Olhar-me, suspirar e sorrir enquanto anda pela casa.
Ler timidamente seus textos para mim.
Seu coração acelerado.

(...)

Muitas dessas pequenas coisas não podem ser fotografadas. Posso dizer que são as minhas favoritas.
Se conseguir registrar pelo menos algumas dessas simplicidades, já estarei feliz.

(É, já era, amor, virou minha modelo. hauhauhau xP)

Bjmordida!

PS: Eu sei, tudo isso soa um pouco louco, mas é que nada parece ser suficiente para explicar o que estou sentindo, então estou fazendo um pouco de tudo. Uma pena que eu não saiba desenhar...

PS2: Não ficou tão bonito quanto eu gostaria... ): Espero não parecer doente, ao menos. lol

PS3: Se você não for a Bella e não namora, parabéns, você adquiriu diabetes!

sábado, fevereiro 11, 2012

Looking at myself in the mirror

When I look at myself in the mirror, I generally look for some body imperfections and try to figure out how I can fix them. I think trying to be prettier is a nice wat to show some love to myself. I do not want to be perfect, I just want to be comfortable with myself.
There was a moment in my life that I could barely look at myseld in the mirror, because I was ashamed and felt really bad about myself. When I was younger, some people used to say bad things about me, and I used to feel really sad, but I kept letting them say whatever they wanted. If something like that happens nowadays, I will not react the same way, because now I love myself and I am proud of who I am.
Until last year, I think I was not able to love myself. Since a friend of mine told me I should not be ashamed or afraid of who I am and whatever I feel, my life changed. I remember going to the bathroom, closing the door and start talking to myself in front of a mirror since that day.
Day by day, I started to feel comfortable with myself again. Day by day, looking at myself in the mirror was getting easier.
Some people can hurt you with or without intention, but I learned that love can fix a broken heart.

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Engraçado pensar que um ano (ou melhor, menos que isso) pode fazer uma diferença absurda.
Engraçado pensar que uma pessoa pode ter feito tanto por você dizendo apenas uma frase.
Engraçado pensar que você jamais esperava que essa pessoa, que você foi tão idiota e malvada, fosse te ver pedindo socorro quando ninguém mais viu isso e te ajudou, mudou sua vida.
Patee, você não tem ideia do bem que me fez ao conversar comigo naquela madrugada, ao dizer "Não tenha vergonha de nada que você seja capaz de sentir"!

Não sinto mais como se existisse um monstro dentro de mim. Apenas sinto que sou a Ana Luiza, uma garota de 19 anos, com desejos, expectativas e um pouco de revolta com o mundo, como a maioria das pessoas de minha idade.
(Fiz questão de me afastar de quem fazia com que eu me sentisse assim, e vou continuar fazendo isso.)
Ao me aceitar, descobri que existem pessoas maravilhosas por aí, inclusive meus pais e meu irmão. Não que eu duvidasse disso, apenas tive certeza.
Chorar de medo e vergonha? Não mais!

Bjmordida.

PS: O texto não ficou exatamente como eu queria, mas okay... O final ficou jogado, porque o tempo da aula acabou. rs
E, bem, eu não falava literalmente com o espelho, só ficava me encarando e pensando num diálogo comigo mesma. Se querem saber, ainda faço isso. rs

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

I need you so much closer

Tenho tanta urgência!
Urgência de você!
Ainda assim, se fosse preciso, esperaria o tempo que fosse só para vê-la, tê-la em meus braços.
De que adiantaria ter outras, se nenhuma me cativaria tanto quanto você?


sexta-feira, janeiro 27, 2012

Purple love

Via tudo vermelho quando segurava sua mão.
De repente, a Sombra o levou. Sequestrou seu Amor!
Chorou, sofreu, pediu que à Sombra que devolvesse Amor.
A Sombra, impaciente, disse que, para ter seu Amor de volta, teria que lhe dar algo em troca.
Pensou, pensou e descobriu o que teria que fazer para ter o Amor de volta.
A Sombra queria algo muito precioso: Carinho.
Ao receber Carinho, a Sombra devolveu Amor e ainda escreveu uma carta.
Na carta, descobriu-se que Amor não via tudo vermelho como ela. Via azul.
A partir disso, tudo ficou roxo.

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É, não ficou bonito, mas eu tentei...
Bjmordida (:
(Juro que escreverei um post decente em breve)

terça-feira, agosto 02, 2011

Tudo passa, tudo passará.

Fazia tempo que não escutava Metal Contra As Nuvens.
Milagrosamente, em alguma madrugada antes de dormir, estava ouvindo meu mp3. Tinha parado de fazer isso, com medo de perder o sono. Fiquei com vontade de ouvir esta música. Foi uma das melhores coisas que fiz há muito tempo.

Já no final da música, na parte mais bonita, Renato Russo canta "Tudo passa, tudo passará". Confesso que nunca concordei com essa frase, mas acho que era porque pensava nela da maneira errada. Sim, tudo passa. Tudo passará. A verdade me inundou no momento que entendi o sentido da frase. Pensava que isso tudo era absurdo, já que a minha "condição" não passa, nem passará. Mas aí é que está: A "condição" faz parte de mim. Se você arrancá-la de mim, ficará um buraco e todo o resto ficará deformado, na tentativa de preencher o vazio.
Características não são situações. O "tudo" é isso. Tudo. Tudo menos você.
A minha "condição" não passou, mas a situação sim. Não sinto mais aquele aperto no peito, aquele nó na garganta. Quero dizer, sinto sim, mas eu sei que tudo vai dar certo no final. Não importa o tempo que leve. Sabem por quê? Porque tudo passa. Tudo passará. E sempre vai ser assim. Tudo passa, mas o amor incondicional fica. Quando o elo existe de verdade, ele não se desfaz, não quebra. Senti meu coração mais leve. Sorri e chorei. Não chorei de tristeza, chorei de alegria. Alegria por poder respirar, alegria por viver, por ter uma vida boa. Bobo, não?

O amor é lindo, sabe?

Estou escrevendo este post como lembrete, para quando a dor for grande, quando eu não tiver esperança. Ana, tudo passa.

"Temos que sorrir muito e viver muito."

E, (in)felizmente, coisas boas também passam. Não falo de amizades, falo de rotina, de convívio e tudo mais. Hoje foi um tipo de soco no estômago. Muitas coisas estão por vir. E só estou no meio do caminho. Olho para trás. Alguns acham que estou olhando para um lado, mas estou olhando para o outro. Já não sinto mais saudades do colégio. Aliás, faz um bom tempo que não. Estou aqui, pronta para seguir meu caminho. Desconhecido. Imagino que ele seja percorrido na água, pois, ao mesmo tempo que ele pode me afogar, ele pode ser muito agradável. Espero que eu esteja leve o suficiente para boiar. Afundo na água, pensando que estou com um peso me puxando para baixo. Não tem nada me puxando. Vou sentir falta de percorrer um caminho "largo". E esse é o tal peso que me puxa. Eu adoro estar enrolada com tantas coisas para fazer, com tantos lugares para ir, tantas pessoas queridas por aí. Não sei como será a partir de agora, mas espero não me sentir sufocada. Porque, apesar de estar lotada de coisas para fazer em/para diversos lugares, isso me sufoca menos do que estar num lugar só, fazendo uma coisa só. Veremos.

Enfim, é isso aí.

Bjmordida.

PS: Desculpem não estar comentando nos seus blogs...

PS2: Se você não entendeu o post, leia de uma forma mais "leve", tentando enxergar de longe. Se, ainda assim, não entender, não me pergunte, porque não vou explicar.

sexta-feira, maio 13, 2011

"A"

Well, I'll write this one in English. No, I'm not trying to show my skills, I just thought about this in English (and I really don't want to translate it). If you have any doubt, ask me. And if you see any mistake, do not correct me. I'm having Writing classes for it. (: Thanks! (Sorry if it sounded rude.)


I know what is going to happen, I really do. I feel it.
I thought I was wrong, but this week I talked to myself a little bit more about it and now I'm sure.
(There are many ways to talk to myself. Including playing tarot.)

I know you are there, somewhere.
I look for you everywhere I go. Even knowing it's not time yet.
The truth is that I know where to find you. I feel it.
But it's not time yet.

I'm a little afraid of being wrong, but I try to keep my hope strong.

I look at the moon and I ask myself if you're looking at it too.
I'm waiting for the day I'll have you by my side to do it. (This is so gay, but it's true LOL)
I know that I don't dream about you because I've never seen your face. This is bad. =/
And I ask myself all the time how/when we are going to meet each other. How you look like. What color your hair is. How your smell is.
Well, I think I know your name, but I want to be sure.

Do you think about me too?

It'll be nice to meet you. I'm already in love. LOL

(I know it sounds crazy, but it's hard to explain this feeling)

Bjmordida.

quarta-feira, março 23, 2011

Um pouco de amor e revolta

Metrô (Grampeador) "parte 2"
(Se você não leu a "parte 1", clique aqui.)

Se o interior de uma pessoa for "podre", isso faz com que qualquer sentimento "bom" que ela sinta seja menos digno do que o de uma pessoa "boa"?
O amor, por exemplo, é menor? Menos significante? Menos bonito? Ou até mesmo feio?

Se uma pessoa "feia" tenta proteger alguém que ama - seja a pessoa protegida/amada "bonita" ou não - isso não muda o fato de ela ser "feia"?

O casal do metrô debochou da senhora "ignorante". O sentimento que une esse casal é bonito? Feio? Pode ser chamado de amor "verdadeiro"?

Como a Prof. Claudete disse uma vez, cada um de nós tem uma forma de amar. Você só "precisa" encontrar alguém que ame da mesma forma que você. Isso faz com que os "bons" só fiquem com os "bons" e os "maus" fiquem apenas com os "maus". Quando os dois se "misturam", é difícil dar certo. Mas, pensando na biologia e na mistura de "raças"... A "mistura" não seria boa?

No fim das contas, as diferenças afastam as pessoas, na maioria das vezes. Porque quase ninguém sabe lidar com elas. É inevitável e isso tudo é compreensível (até onde a compreensão pode chegar?). É humano. O ser humano é complexo, mas ele simplesmente não consegue lidar com relações complexas. E é isso que faz com que o ser humano seja tão simples e tão previsível, na maior parte do tempo.

Talvez, isso seja questão de sobrevivência. Se nos misturássemos (falo sobre personalidade, não sobre raça!), o caos poderia ser maior do que já é. Ou não. Talvez, é disso que precisamos! Nos misturar!

O amor é um sentimento tão forte e tão inexplicável... E isso é um problema. Se fosse simples, poderíamos senti-lo por qualquer pessoa.
Sei lá, todas as formas de amar têm um erro: achar que todas as outras estão erradas.

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Ahm, estou pensando em muitas coisas ultimamente, mas hoje com certeza está "rendendo".
Ao mesmo tempo que quero compartilhar tudo com vocês, também quero me isolar. Isso soa um tanto egoísta. E, sinceramente, é isso que eu quero. Parece que, quanto mais explicações eu dou, mais me entendem errado. Dá vontade de falar: "Te vira, tenta me entender, vai!", porque é isso que quase todo mundo faz. Então por que não fazer também?
Eu gosto de tentar mostrar o meu lado mais profundo. Um lado que nem eu conheço direito. E fazer isso me ajuda a conhecê-lo.
Não fazer isso me sufoca. Sinto-me sozinha. Só que me expor só faz com que eu tenha a falsa sensação de ter companhia. Alguém realmente se importa?!
É como se cada um estivesse apontando o dedo. E isso tem me irritado muito ultimamente. Eu não sou uma atração de circo!
Afinal, o que você espera de mim?

Desculpe se você realmente se importa. Isso foi rude, eu sei.

Bjmordida.

PS: Ah, sempre esqueço de agradecer os comentários no post ""! Minha cabeça está clareando em relação ao assunto. ^^

domingo, março 20, 2011

Caos e sede de mudanças.

Eu nunca entendi o porquê de as pessoas quererem tanto "o novo".
Mudanças para quê?!
Eu sempre gostei da minha vida, da minha rotina, apesar de todos os problemas.
O novo me assustava.
Cá estou eu simplesmente implorando por ele.
E, por mais que eu tente mudar a minha vida, tudo parece intacto.
As coisas mudaram sim: A minha rotina, os meus amigos, a minha visão, alguns pensamentos, algumas atitudes...
Mas parece que isso simplesmente não é suficiente!
Quero uma mudança profunda!
Talvez só porque todos estão mudando. Menos eu. Ou eu penso que não.
Tudo mudou, mas não mudou. E é isso que me irrita, que me deixa... "Argh"!
A verdade é que eu não aguento mais sentir certas coisas!
Eu odeio me preocupar com algo que não vai mudar.
Eu odeio querer o melhor para as pessoas, mas elas mesmas não quererem isso. [!]

E eu odeio não conseguir te esquecer.
Eu odeio não querer falar sobre o assunto. Porque eu desejo que ele não exista. E, quando eu falo sobre isso, fica claro que ele existe.
É como se manter isso abstrato fizesse com que isso não existisse, só pelo fato de não ser concreto. Mas isso existe. E como existe!

Na verdade, eu só quero alguém para dar as mãos. Alguém para abraçar. Alguém para mimar. Alguém para me mimar. Alguém para olhar nos olhos e ver que o sentimento é mútuo. Não importa que sentimento seja, mas que seja mútuo.

Eu sinto falta dos meus amigos, eu sinto falta do amor. Não do amor-amor, mas de qualquer tipo de amor! "Te amo" não é bom dia, mas parece que as pessoas levaram isso a sério demais.

Por mais que eu tente organizar a minha vida, não adianta...

Ah, chega de babaquice. Eu deveria parar de ser fracota e escrever tudo que me surge aqui. Mas eu sei que eu não vou deixar de fazer isso, porque é uma das únicas formas de conversar comigo mesma (e com "alguém") sem me perder completamente. Uma das únicas formas de encarar os fatos.

Enfim, chega.

Bjmordida

quarta-feira, outubro 13, 2010

Ah! O amor!

Depois de terminar um relacionamento de mais de dois anos, confesso que, por um (longo) momento, desacreditei no amor. Ainda mais porque, para mim, este sentimento sempre está associado a "causas quase-impossíveis/impossíveis".
Relacionamentos fúteis eram grandes desestimulantes (vocês podem perceber isso aqui).

Mas hoje eu percebi que desacreditar no amor é tão... Tolo!
Sempre pensei que esse sentimento é forte o suficiente para durar, basta as duas pessoas quererem que ele dure. Que ele é um grande estímulo, uma grande onda de coragem se você deixar que seja. Para vivê-lo, basta se entregar. E, francamente, acho que não teria problema em fazer isso. Eu não consigo trair meus sentimentos. E até prefiro que não...

De qualquer forma, acho que, no fundo, eu tenho medo.
Medo de fazer loucuras, abrir mão de coisas importantes para mim em vão.
Tenho medo de que a pessoa amada (e que me ame, claro) não faça o mesmo por mim (e, digamos que... É bem possível que isso aconteça um dia).
Eu sei, se você for pensar assim, nunca vai ter coragem de fazer nada.
Mas é errado ter esse instinto de auto-preservação? De ter cuidado com seu próprio coração?
Apesar de querer, loucamente "ligar o 'FODA-SE'" um dia (interprete como "se entregar de corpo e alma sem se preocupar com o que vai acontecer"), não acho errado sentir medo.
E, apesar de ODIÁ-LO, eu agradeço por ele existir.


É isso aí! ;D

Bjmordida

PS: Esse post foi... Totalmente "pai-de-santo", então não liguem se ele não estiver tão coerente.

domingo, outubro 03, 2010

Amor? Não mesmo!

"Mil palavras ao vento;
Mil sorrisos falsos;
Mil fotos tiradas;
Mil gritos histéricos;
Mil carinhos insignificantes;
Mil promessas iguais.

Tudo isso tão... Trocável.
Tudo isso para não se sentir sozinho.

Seriam mil mentiras melhores que apenas uma verdade?

Um silêncio que consola;
Uma troca de olhares;
Um sorriso verdadeiro;
Um toque sincero;
Um sussuro honesto;
Nenhuma foto tirada;
Nenhuma promessa quebrada.

Não há mentira que possa substituir algo tão sublime, tão especial, tão único:
Corações unidos, pulsando em sincronia."


Sinceramente, não entendo essas pessoas que banalizam o amor.
Não, isso não é amor!
É carência, é medo, é angústia, é fuga, é paixão, é desejo.
Pode ser qualquer coisa, menos amor.

Bem, a vida não é minha, então...
Whatever! :D

Bjmordida! x3

PS: Não, isso não foi um texto revolts. Foi só um ponto de vista. :P
/fatosnoorkutmeinspiraram

PS2: Não, também não foi uma indireta! >D

sábado, setembro 11, 2010

Tudo pode mudar em questão de minutos.

Só você mesmo para fazer com que minha raiva se dissolvesse em menos de cinco minutos. hahaha XD
No lugar dela, está a calma, a paciência.
Não sei até que ponto isso é bom, mas não importa.
Deixa as coisas fluirem.
Bem, pelo menos nesta semana.
Um passo de cada vez.

Sua voz é tão fofa! E sua risada asmática? hauhua!
'Tava com saudades de ouvir você se embolando sozinho! XD

Vontade enorme de te sequestrar e nunca mais te devolver! :X

_______________________

Prova da UERJ amanhã!
Que venha o A! :D (yn)


Bjmordida ;D

sexta-feira, setembro 10, 2010

A vida não é como a gente quer.

Palavras engasgadas. Não sei se quero que elas saiam.
Pensamentos rápidos. Parece que estão em uma corrida. Para piorar, eles se chocam violentamente durante a corrida. Deixam para trás os cacos e a carcaça. Eu bem que tento limpar seus restos, mas é tanto lixo, tanta bagunça, que isso se torna uma tarefa impossível.
Também não sei se quero vê-los passando em câmera lenta. Pode ser pior ter a sensação de que posso pará-los sem realmente poder. Não há nada que eu possa fazer para impedí-los de se chocarem.
Seria melhor se eles simplesmente não existissem. Como quando eu durmo.
Seria ótimo poder dormir durante muito tempo, mas isso não é possível.
Seria ótimo não ter aquele momento de reflexão antes de pegar no sono.

A verdade é que eu sempre quis que você viesse ao meu encontro e me dissesse que o que você mais quer na vida é ficar comigo. Que, mesmo tendo que abrir mão de muita coisa, você não se importava, pois estaria plenamente feliz comigo. Que você fugiria comigo para qualquer canto só para poder me abraçar pelo tempo que quisesse. Que eu te completo. Que o nosso amor é... Indispensável.

É, mas a vida não é um conto de fadas.
"Infelizmente, a vida não é como a gente quer." (Você disse isso, lembra?)
O lado ruim do amor é que, mesmo sem querer, você idealiza as coisas. Mesmo você sabendo o que vai acontecer (e por quê vai acontecer), você sempre tem a esperança de que tudo termine de maneira diferente.

Quer saber?
Deixa pra lá. Nada mudará.
Dane-se. Não dane-se você, dane-se TUDO.

Tempo, está na hora de você voar.
Mudanças, está na hora de vocês acontecerem.
Chega. Chega. Chega.

Bjmordida.

quarta-feira, setembro 08, 2010

Um pouco do pouco que é muito.

Soneto da separação

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

(Vinícius de Moraes)




É, acho que este poema nunca fez tanto sentido! e.e'