Taylor Swift canta uma música chamada "22". Mal sabia eu que seria um ano tão marcante. A letra da música não chega nem perto de contemplar tudo que vivi e senti.
22 anos já começou de uma forma super difícil. Meus pais não estavam aqui, minha vida estava um caos. Por um tempo as coisas melhoraram, depois pioraram de novo. Reuni coragem para contestar o porquê de tudo aquilo e decidi que aquele era o meu limite.
Mas só eu sei o quão tenso tudo foi. As pessoas acham que dar um basta em uma situação que te faz infeliz é mais do que suficiente, mas ninguém fala da dor que decidir traz, ou de como é ruim reunir seus próprios pedaços quando o caos termina. A verdade é que me senti muito sozinha, me isolei ainda mais, me senti abandonada e, consequentemente, fiquei com raiva de muitos dos meus amigos. Achava que eles tinham obrigação de me dar colo, me consolar.
Ao mesmo tempo que catava meus pedaços, aprendia a reconhecê-los e adaptá-los para que me servissem melhor. Jogar algum desses pedaços fora seria como negar uma parte daquilo que me constrói, seria me deixar incompleta. Outros desses pedaços estavam empoeirados, esquecidos. Foi bom cuidar desses e de todos os outros pedaços para me reerguer e me superar.
Acho que posso resumir meus 22 anos como um ano difícil, mas também posso dizer que sinto uma enorme gratidão pela Ana de 22 anos. Obrigada por ter cuidado de mim para que eu chegasse aos meus 23 muito melhor do que você chegou aos 22. Não foi fácil, mas cada decisão feita reflete no que sou hoje.
Sim, ainda não sou tão confiante quanto gostaria de ser, não me amo tanto quanto deveria, mas sei que aprendi e melhorei muito graças aos meus 22. Chego aos 23 com vontade de continuar meu próprio legado, e principalmente FELIZ.
Happy birthday, Ana. You deserve it.
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terça-feira, dezembro 08, 2015
quinta-feira, fevereiro 05, 2015
A Morte
A Morte é o que mais me aflige na vida. Morro de medo em morrer. A morte alheia é extremamente comovente, pois me lembra que a vida é finita. Não é um assunto fácil, mas lidar com ela ficou um pouco mais compreensivel depois de estudar um pouco sobre isso na faculdade. Vou falar aleatoriamente de algumas coisas que ficaram comigo (ditas pelo professor e/ou pensadas por mim):
~ A vida só é vida por causa da morte. Se a vida fosse eterna, nossa forma de lidar com ela seria completamente diferente.
~ As pessoas hoje não têm mais espaço para falar sobre a morte, para vivenciar o luto de forma plena. Se alguém morre, as pessoas vão ao funeral/enterro e retomam suas vidas como se nada tivesse acontecido. Não há espaço para dizer adeus, para chorar sem que se incomodem. (A propósito, o luto "normal" dura até um ano. Depois disso, pode indicar alguma patologia)
~ Muitas pessoas veem a morte de forma muito idealista. A morte é a salvação? A morte traz alívio para quem está sofrendo fisicamente e/ou emocionalmente? Não há como saber.
~ A única certeza da vida é a morte.
~ A maioria dos doentes terminais não têm espaço para falar sobre a morte que está por vir, seja porque a família ou seja porque nem os profissionais conseguem lidar com tal situação (incluindo muitos psicólogos). A verdade é que não há nada que possa ser feito, mas muitos insistem em querer preencher a vida desses doentes com alegria e esperança.
~ A morte é tão difícil por ser a única coisa que não pode ser desvendada pelo homem (talvez por enquanto?).
Tenho experiências muito íntimas em relação a pessoas que tentaram suicídio. Só posso dizer que fico feliz que nenhuma tentativa tenha dado certo. Essas pessoas são muito especiais para mim.
Acho que entendo o que a morte envolve, como as pessoas lidam com ela (tendo medo e/ou tendo vontade de morrer). Meu medo dela não é menor, mas diria que tento usar esse medo para lidar melhor com o assunto, para procurar me tornar uma pessoa/profissional melhor.
~
~ A vida só é vida por causa da morte. Se a vida fosse eterna, nossa forma de lidar com ela seria completamente diferente.
~ As pessoas hoje não têm mais espaço para falar sobre a morte, para vivenciar o luto de forma plena. Se alguém morre, as pessoas vão ao funeral/enterro e retomam suas vidas como se nada tivesse acontecido. Não há espaço para dizer adeus, para chorar sem que se incomodem. (A propósito, o luto "normal" dura até um ano. Depois disso, pode indicar alguma patologia)
~ Muitas pessoas veem a morte de forma muito idealista. A morte é a salvação? A morte traz alívio para quem está sofrendo fisicamente e/ou emocionalmente? Não há como saber.
~ A única certeza da vida é a morte.
~ A maioria dos doentes terminais não têm espaço para falar sobre a morte que está por vir, seja porque a família ou seja porque nem os profissionais conseguem lidar com tal situação (incluindo muitos psicólogos). A verdade é que não há nada que possa ser feito, mas muitos insistem em querer preencher a vida desses doentes com alegria e esperança.
~ A morte é tão difícil por ser a única coisa que não pode ser desvendada pelo homem (talvez por enquanto?).
Tenho experiências muito íntimas em relação a pessoas que tentaram suicídio. Só posso dizer que fico feliz que nenhuma tentativa tenha dado certo. Essas pessoas são muito especiais para mim.
Acho que entendo o que a morte envolve, como as pessoas lidam com ela (tendo medo e/ou tendo vontade de morrer). Meu medo dela não é menor, mas diria que tento usar esse medo para lidar melhor com o assunto, para procurar me tornar uma pessoa/profissional melhor.
~
domingo, dezembro 14, 2014
Angústia
Tamborilo os dedos numa superfície qualquer, agito os pés no ritmo de uma música.
Procuro respostas sem saber como fazer as perguntas certas.
Qual caminho devo seguir?
A incerteza gera angústia.
Ninguém para guiar, nenhuma luz para iluminar.
Procuro respostas sem saber como fazer as perguntas certas.
Qual caminho devo seguir?
A incerteza gera angústia.
Ninguém para guiar, nenhuma luz para iluminar.
terça-feira, julho 15, 2014
Gente grande?
Apesar de postar muito pouco por aqui (cada vez menos), acho que meus posts recentes têm seu mérito. Quando comecei o blog, postava qualquer abobrinha que achasse interessante e/ou quando queria "bater o ponto". Com o tempo, o conteúdo foi ficando mais "maduro", ou seja, menos bobalhão, com questões minhas que estavam de alguma forma me sufocando. Não que eu não tenha mais questões assim, mas tenho com quem dividir, aprendi a lidar com o que não tem resposta e, infelizmente, confesso que desconto um pouco na comida. Eu sempre fui sincera aqui (por mais que muitas das minhas questões tenham ficado escondidas no Rainbow Daily ou para mim mesma), então seria hipócrita esconder essa situação agora.
(Enfim, esse parágrafo saiu um pouco no estilo pai-de-santo, como costumava brincar quando escrevia um post sem nem pensar direito. Deu para perceber que estou um pouco nostálgica?)
A nostalgia tem motivo. Nas férias, sempre resgato coisas pendentes, arrumo papéis, fico repensando o que posso melhorar no próximo semestre e... Fico de pernas pro ar.
Parte de mim gosta de ficar de bobeira, é verdade. Mas outra parte odeia esse "não aconteceu nada hoje". Talvez o que mais me entristece é que eu não quebro esse ciclo de não fazer nada! Esse lance de se auto-sabotar é mesmo uma merda (perdoem o palavrão).
( /\ Outro parágrafo pai-de-santo.)
O que eu vim mesmo escrever é sobre a ausência dos meus pais. É muito estranho não ter saído de casa, e sim ter os pais nessa situação. É o meu lar, não consigo me imaginar morando numa república ou algo do tipo. Mas essa mudança é pouco usual, falem sério. A casa não é minha, nem do meu irmão. Os donos da casa não estão aqui, e ainda por cima pagam as contas. Até que ponto posso deixar a casa como EU quero? Até que ponto posso receber visitas sem invadir o espaço dos meus pais (que não estão aqui) e do meu irmão (que está aqui)?
O que eu vim mesmo escrever é sobre a ausência dos meus pais. É muito estranho não ter saído de casa, e sim ter os pais nessa situação. É o meu lar, não consigo me imaginar morando numa república ou algo do tipo. Mas essa mudança é pouco usual, falem sério. A casa não é minha, nem do meu irmão. Os donos da casa não estão aqui, e ainda por cima pagam as contas. Até que ponto posso deixar a casa como EU quero? Até que ponto posso receber visitas sem invadir o espaço dos meus pais (que não estão aqui) e do meu irmão (que está aqui)?
Minha mãe vem mais ou menos uma vez por mês, fica uma semana e depois vai embora. Meu pai só pode ficar durante o final de semana, por causa do trabalho.
Quando a família se reúne, fazem planos: comprar uma cama nova para mim, que estou com a minha quebrada. Mas, peraí, daqui a pouco não sou eu que saio de casa? Não é melhor deixar a cama pra lá?
Acho que toda essa situação está me confundindo e me deixando inquieta.
Sou adulta, mas tenho muito que aprender. A responsabilidade pesa, faz com que me sinta muito velha e muito nova ao mesmo tempo. E me cansa, essa é a verdade.
Bem, uma coisa eu tenho certeza: mimo é bom demais. É muito bom ver a família e ficar passeando, sem as cobranças de morar junto. Como minha mãe disse ontem, é a maior rasgação de seda.
(Fora os mimos dos avós!)
(Fora os mimos dos avós!)
Bjmordida
PS: A Bella me ajuda pra caramba. Depois não sabe porque a amo tanto!
PS2: Esse post seria falado numa mesa de bar, tenho certeza.
domingo, maio 04, 2014
I am alive!
Hoje recuperei um e-mail que tinha dado problema, então havia diversos e-mails não lidos (sendo a maioria de propaganda de corrida). Também havia notificações de comentários no blog, o que me fez lembrar que fazia um tempinho desde a última vez que dei sinal de vida.
A rotina pesa. Trabalho, faculdade, vida de dona de casa, namorada, família... E a bonitona aqui resolve entrar num trabalho voluntário!
O nome do grupo é Centro de Valorização da Vida (CVV). Por enquanto, estou na segunda etapa do treinamento, que vai durar nove semanas (esta será a quinta). Não sei como vai ser quando eu passar a atender pessoas, mas posso dizer que o treinamento tem me ajudado a refletir sobre o modo que conversamos com as pessoas.
Bem, desde que entrei na faculdade, sou convidada a refletir sobre isso, mas de modo profissional. Nesse treinamento, a reflexão se estende à vida pessoal (não que a faculdade também não seja assim, mas é mais fácil de separar as coisas). Como psicóloga, já sei há séculos que não serei alguém que dá conselhos, mas a Ana adora dar uma de "mãe chata" e sair por aí tagarelando frases para inspirar. É, as coisas estão mudando, ou pelo menos estou tentando.
É até irônico, porque faz um bom tempo que eu adotei o pensamento de "Cada um sabe onde o calo aperta"/ "Cada um sabe o que é melhor para si", mas, para os mais queridos, sempre dava pitaco. Posso dizer que o curso deu um tapinha na minha cara. Afinal, quem sou eu para salvar o mundo? Isso não significa que eu não ligue. Mas é melhor assim. É melhor ser o apoio, não tentar ser o super herói. Ser super herói exige que você fique numa posição diferente, de destaque, e não é isso que busco.
Tá, eu acho que estou me confundindo. Minha intenção não é tirar o mérito do super herói, nem dizer que não quero prestígio. É só que é muito difícil aconselhar e ver que você não ajudou. Na dúvida, é melhor você ser um ombro amigo do que colocar uma decisão sua para o bem de alguém.
(É, acho que consegui me esclarecer)
Bjmordida
A rotina pesa. Trabalho, faculdade, vida de dona de casa, namorada, família... E a bonitona aqui resolve entrar num trabalho voluntário!
O nome do grupo é Centro de Valorização da Vida (CVV). Por enquanto, estou na segunda etapa do treinamento, que vai durar nove semanas (esta será a quinta). Não sei como vai ser quando eu passar a atender pessoas, mas posso dizer que o treinamento tem me ajudado a refletir sobre o modo que conversamos com as pessoas.
Bem, desde que entrei na faculdade, sou convidada a refletir sobre isso, mas de modo profissional. Nesse treinamento, a reflexão se estende à vida pessoal (não que a faculdade também não seja assim, mas é mais fácil de separar as coisas). Como psicóloga, já sei há séculos que não serei alguém que dá conselhos, mas a Ana adora dar uma de "mãe chata" e sair por aí tagarelando frases para inspirar. É, as coisas estão mudando, ou pelo menos estou tentando.
É até irônico, porque faz um bom tempo que eu adotei o pensamento de "Cada um sabe onde o calo aperta"/ "Cada um sabe o que é melhor para si", mas, para os mais queridos, sempre dava pitaco. Posso dizer que o curso deu um tapinha na minha cara. Afinal, quem sou eu para salvar o mundo? Isso não significa que eu não ligue. Mas é melhor assim. É melhor ser o apoio, não tentar ser o super herói. Ser super herói exige que você fique numa posição diferente, de destaque, e não é isso que busco.
Tá, eu acho que estou me confundindo. Minha intenção não é tirar o mérito do super herói, nem dizer que não quero prestígio. É só que é muito difícil aconselhar e ver que você não ajudou. Na dúvida, é melhor você ser um ombro amigo do que colocar uma decisão sua para o bem de alguém.
(É, acho que consegui me esclarecer)
Bjmordida
sexta-feira, janeiro 24, 2014
Apática
A Carol R.C. me lembrou sobre a época que eu escrevia com mais frequência no blog. É um pouco decepcionante perceber que o número de postagens vêm diminuindo com o tempo. Espero que eu não pare de escrever aqui tão cedo, porque boa parte da minha história está nesse blog.
Bem, boa parte da minha história.
Acho que uma outra parte ficou faltando, por conta da vergonha, do medo de ser repreendida, pela minha própria confusão. Ou, atualmente, pela pouca vontade de falar sobre mim, seja por não querer me expor, seja por não querer pensar nas coisas. A verdade é que encarar a tela em branco de um blog me tira da minha zona de conforto. Fora que às vezes também sou muito preguiçosa.
Falando em preguiça, sinto que minhas férias têm passado um tanto vazias. Eu não tenho tido vontade de sair, então, sempre que me sinto sozinha, convido as pessoas para virem aqui. Cá entre nós, adoro receber visitas.
Agora estou morando sozinha com meu irmão, pois meus pais se mudaram para Brasília. Nosso espaço pouco mudou, mas a rotina é completamente diferente. Agora tenho que cozinhar, cuidar da casa. E sei que uso isso como desculpa para mim mesma para não sair. Entretanto, eu acabo não fazendo muita coisa, ficando a maior parte do tempo vendo TV ou mexendo no computador. As coisas até melhoram quando a Bella vem aqui, mas também tenho que me preocupar para não invadir o "espaço do meu irmão", o que é um saco.
Eu quero ter força de vontade para fazer as coisas, mas parece que o cansaço de 2013 pesa em mim, fisica e emocionalmente falando. Estou me sentindo fraca.
Muitas coisas aconteceram ano passado, e poucas coisas eu disse/quis dizer sobre tudo isso. Aos poucos, vou me expressando. Talvez muito mais devagar do que deveria.
O que eu quero para 2014 e além?
Quero que as coisas fiquem bem.
Bjmordida
Bem, boa parte da minha história.
Acho que uma outra parte ficou faltando, por conta da vergonha, do medo de ser repreendida, pela minha própria confusão. Ou, atualmente, pela pouca vontade de falar sobre mim, seja por não querer me expor, seja por não querer pensar nas coisas. A verdade é que encarar a tela em branco de um blog me tira da minha zona de conforto. Fora que às vezes também sou muito preguiçosa.
Falando em preguiça, sinto que minhas férias têm passado um tanto vazias. Eu não tenho tido vontade de sair, então, sempre que me sinto sozinha, convido as pessoas para virem aqui. Cá entre nós, adoro receber visitas.
Agora estou morando sozinha com meu irmão, pois meus pais se mudaram para Brasília. Nosso espaço pouco mudou, mas a rotina é completamente diferente. Agora tenho que cozinhar, cuidar da casa. E sei que uso isso como desculpa para mim mesma para não sair. Entretanto, eu acabo não fazendo muita coisa, ficando a maior parte do tempo vendo TV ou mexendo no computador. As coisas até melhoram quando a Bella vem aqui, mas também tenho que me preocupar para não invadir o "espaço do meu irmão", o que é um saco.
Eu quero ter força de vontade para fazer as coisas, mas parece que o cansaço de 2013 pesa em mim, fisica e emocionalmente falando. Estou me sentindo fraca.
Muitas coisas aconteceram ano passado, e poucas coisas eu disse/quis dizer sobre tudo isso. Aos poucos, vou me expressando. Talvez muito mais devagar do que deveria.
O que eu quero para 2014 e além?
Quero que as coisas fiquem bem.
Bjmordida
quinta-feira, janeiro 02, 2014
2013
(Era para ser um texto do dia 31, mas não tive tempo nem cabeça para escrevê-lo)
Posso resumir 2013 com uma palavra: UFA! Foi um ano difícil. Um ano cheio de encontros e desencontros comigo mesma e com o resto do “mundo”.
Afastei-me do que antes considerei benéfico e abracei o desconhecido. Posso dizer que fiquei um tanto desconfiada com a vida. Afinal, quem se importa com o que se passa na minha vida?! Por conta disso, preferi ficar (mais) quieta. E me surpreendi com pessoas que não imaginava. Sabe uma conversa que você conta um “causo” e depois vai embora? Fiquei surpresa por saber que muitos desses “causos” foram lembrados, mas me senti um tanto egoísta por não lembrar tanto dos que foram contados para mim.
Bem, acho que estou me precipitando.
Trabalho novo. Cheguei a ter dois empregos. Descobri que dinheiro é bom, mas não compra satisfação. Ser bem acolhida e receber votos de confiança são coisas maravilhosas (principalmente depois de te fazerem acreditar que você não é tããão capaz assim). Ser reconhecida e ainda me divertir são o verdadeiro pagamento (e compensa o estresse).
Na faculdade, um certo professor me ensinou que elogiar é bom. Nos trabalhos, aprendi que isso, na verdade, é fundamental (e faz um bem inimaginável!). E, nesses três lugares, a ideia de respeito já ensinada em casa foi reforçada. Parece óbvio e repetitivo, mas respeito é bom e todo mundo gosta.
Também aprendi que é preciso apostar no que se acredita, além de ter fôlego para perseguir o que se quer. E, por mais que pensem que é estupidez dizer isso, uma situação pode contagiar e muito os que estão ao seu redor. “Eu quero!” pode virar um “Nós queremos!” tanto quanto um “Eu não consigo!” pode vir a ser um “Nós não conseguimos!”. Diante desse contágio, é preciso ter calma e não se deixar abater. Muitas vezes a vida vai exigir que você dê aquilo que você nem acredita que tem. Ter calma e não se cegar pelo medo ou fraqueza ajuda a reunir forças para dar o seu melhor. E, acredite, esse melhor É melhor do que você pensava que poderia dar.
Ser companheiro(a) também é essencial. Se você preza por alguém, deve dizer ou demonstrar nem que seja com um olhar. E, se esse alguém passar por dificuldades, aí mesmo que você deve estar do lado. Não digo que devemos nos submeter, mas sim abrir mão de nossas banalidades para dar o mínimo que essa pessoa precisa. Entretanto, não devemos nos conformar e achar que já fizemos tudo o que deveríamos. Não se trata de “você”! Coloque-se no lugar do outro e pense: “Se eu fosse ele(a), isso atenderia às minhas necessidades?”. Posso dizer também que é nos momentos de sofrimento que valorizamos um sorriso, principalmente se for seguido de uma gargalhada.
Como ensinamento final dado pelo meu ano, diria que é indiscutível que todos nós erramos. Pedir desculpas é o ideal, mas, caso não tenhamos coragem, é preciso refletir sobre aquilo e tentar não repetir. Também é preciso ter noção de que nem sempre nossos erros são apagados, então é preciso ter paciência e humildade para lidar com esse tipo de frustração.
Agradecimentos especiais aos meus pais e meu irmão, que estão sempre ao meu lado mesmo quando não me faço acessível; à Isabella, minha maior companheira; aos familiares, pelos momentos de diversão e carinho; às minhas alunas e ao CCAA Botafogo, pelo carinho, dedicação e credibilidade; à UFF, que tanto me ensina e que me proporciona pessoas maravilhosas para conviver (não vou citar ninguém, porque gosto de muita gente hahaha) e aos amigos antigos, que me apoiam mesmo quando não peço.
2014 já promete um primeiro desafio, que é ter a ausência física dos meus pais. "Força na peruca!"
Enfim, feliz 2014 para quem teve tempo, disposição ou apenas paciência para ler minhas reflexões. E para quem não leu também! (Poderia ter sido maior. hahaha Felizmente, acho que aprendi muito!)
Posso resumir 2013 com uma palavra: UFA! Foi um ano difícil. Um ano cheio de encontros e desencontros comigo mesma e com o resto do “mundo”.
Afastei-me do que antes considerei benéfico e abracei o desconhecido. Posso dizer que fiquei um tanto desconfiada com a vida. Afinal, quem se importa com o que se passa na minha vida?! Por conta disso, preferi ficar (mais) quieta. E me surpreendi com pessoas que não imaginava. Sabe uma conversa que você conta um “causo” e depois vai embora? Fiquei surpresa por saber que muitos desses “causos” foram lembrados, mas me senti um tanto egoísta por não lembrar tanto dos que foram contados para mim.
Bem, acho que estou me precipitando.
Trabalho novo. Cheguei a ter dois empregos. Descobri que dinheiro é bom, mas não compra satisfação. Ser bem acolhida e receber votos de confiança são coisas maravilhosas (principalmente depois de te fazerem acreditar que você não é tããão capaz assim). Ser reconhecida e ainda me divertir são o verdadeiro pagamento (e compensa o estresse).
Na faculdade, um certo professor me ensinou que elogiar é bom. Nos trabalhos, aprendi que isso, na verdade, é fundamental (e faz um bem inimaginável!). E, nesses três lugares, a ideia de respeito já ensinada em casa foi reforçada. Parece óbvio e repetitivo, mas respeito é bom e todo mundo gosta.
Também aprendi que é preciso apostar no que se acredita, além de ter fôlego para perseguir o que se quer. E, por mais que pensem que é estupidez dizer isso, uma situação pode contagiar e muito os que estão ao seu redor. “Eu quero!” pode virar um “Nós queremos!” tanto quanto um “Eu não consigo!” pode vir a ser um “Nós não conseguimos!”. Diante desse contágio, é preciso ter calma e não se deixar abater. Muitas vezes a vida vai exigir que você dê aquilo que você nem acredita que tem. Ter calma e não se cegar pelo medo ou fraqueza ajuda a reunir forças para dar o seu melhor. E, acredite, esse melhor É melhor do que você pensava que poderia dar.
Ser companheiro(a) também é essencial. Se você preza por alguém, deve dizer ou demonstrar nem que seja com um olhar. E, se esse alguém passar por dificuldades, aí mesmo que você deve estar do lado. Não digo que devemos nos submeter, mas sim abrir mão de nossas banalidades para dar o mínimo que essa pessoa precisa. Entretanto, não devemos nos conformar e achar que já fizemos tudo o que deveríamos. Não se trata de “você”! Coloque-se no lugar do outro e pense: “Se eu fosse ele(a), isso atenderia às minhas necessidades?”. Posso dizer também que é nos momentos de sofrimento que valorizamos um sorriso, principalmente se for seguido de uma gargalhada.
Como ensinamento final dado pelo meu ano, diria que é indiscutível que todos nós erramos. Pedir desculpas é o ideal, mas, caso não tenhamos coragem, é preciso refletir sobre aquilo e tentar não repetir. Também é preciso ter noção de que nem sempre nossos erros são apagados, então é preciso ter paciência e humildade para lidar com esse tipo de frustração.
Agradecimentos especiais aos meus pais e meu irmão, que estão sempre ao meu lado mesmo quando não me faço acessível; à Isabella, minha maior companheira; aos familiares, pelos momentos de diversão e carinho; às minhas alunas e ao CCAA Botafogo, pelo carinho, dedicação e credibilidade; à UFF, que tanto me ensina e que me proporciona pessoas maravilhosas para conviver (não vou citar ninguém, porque gosto de muita gente hahaha) e aos amigos antigos, que me apoiam mesmo quando não peço.
2014 já promete um primeiro desafio, que é ter a ausência física dos meus pais. "Força na peruca!"
Enfim, feliz 2014 para quem teve tempo, disposição ou apenas paciência para ler minhas reflexões. E para quem não leu também! (Poderia ter sido maior. hahaha Felizmente, acho que aprendi muito!)
domingo, novembro 17, 2013
Chuva
A chuva insistente
Molha o corpo d'a gente
O carro passa
E molha a calça
O pé encharca
No vidro a marca
Algo que escreveram
Os ao redor nem perceberam
O corpo pede um banho quente
A torcida grita urgente
Um dia no ônibus 433
Eu, você e mais 16.
Molha o corpo d'a gente
O carro passa
E molha a calça
O pé encharca
No vidro a marca
Algo que escreveram
Os ao redor nem perceberam
O corpo pede um banho quente
A torcida grita urgente
Um dia no ônibus 433
Eu, você e mais 16.
quarta-feira, novembro 13, 2013
Desconhecido
Pensamentos inquietantes.
Depois de sociodrama, a coisa piorou.
Ouvir P!nk também não ajuda.
Difícil conhecer a si mesmo.
Difícil conhecer os outros.
Mas o pior é não conhecer por não se permitir. Ou não permitirem.
Tenho vontade de ficar no meu canto, calada.
Mas, quando dá vontade de falar, "vomito".
Diferente do vômito real, não me sinto menos "enjoada".
Há coisas entaladas, mas que ficarão entaladas.
Bjmordida.
PS: Trocaria o refrão por "How do I feel this good without you?". Uma vez bobona apaixonada, sempre bobona apaixonada.
Depois de sociodrama, a coisa piorou.
Ouvir P!nk também não ajuda.
Difícil conhecer a si mesmo.
Difícil conhecer os outros.
Mas o pior é não conhecer por não se permitir. Ou não permitirem.
Tenho vontade de ficar no meu canto, calada.
Mas, quando dá vontade de falar, "vomito".
Diferente do vômito real, não me sinto menos "enjoada".
Há coisas entaladas, mas que ficarão entaladas.
Bjmordida.
PS: Trocaria o refrão por "How do I feel this good without you?". Uma vez bobona apaixonada, sempre bobona apaixonada.
sexta-feira, outubro 25, 2013
Escreva, Ana, escreva
Vontade de escrever.
Mas escrever o quê? Não há nada a dizer.
Ou melhor, há tanto a dizer! Mas não tenho vontade.
Às vezes tenho a impressão que minha vida está passando, e estou deixando algo passar. Talvez seja só aflição de ver o tempo passar depressa.
Estou beirando aos 21.
Não me sinto "tão velha", mas, ao mesmo tempo, não me sinto "tão jovem".
Não sinto que me encaixo no esteriótipo de jovem, mas sou muito nova e inexperiente para me encaixar em outro.
Procuro me encaixar? Seria mentira dizer que não.
Muitos enchem o peito para dizer "Sou diferente!", mas nada mais são do que iguais.
Acho que talvez eu só me sinta careta e desajeitada mesmo.
Pergunto-me se isso é "normal". Mas o que é normal?!
Entre o silêncio e as incertezas, há o barulho, o movimento e a fluidez.
Engraçado pensar que, daqui a um mês, não saberei o que quis dizer com tudo isso.
Talvez não queira dizer nada.
Talvez só queira escrever, me sentir acompanhada.
Talvez.
___
Mas sei que não estou sozinha. Ainda que seja difícil me entender e me fazer entender.
Bjmordida!
Mas escrever o quê? Não há nada a dizer.
Ou melhor, há tanto a dizer! Mas não tenho vontade.
Às vezes tenho a impressão que minha vida está passando, e estou deixando algo passar. Talvez seja só aflição de ver o tempo passar depressa.
Estou beirando aos 21.
Não me sinto "tão velha", mas, ao mesmo tempo, não me sinto "tão jovem".
Não sinto que me encaixo no esteriótipo de jovem, mas sou muito nova e inexperiente para me encaixar em outro.
Procuro me encaixar? Seria mentira dizer que não.
Muitos enchem o peito para dizer "Sou diferente!", mas nada mais são do que iguais.
Acho que talvez eu só me sinta careta e desajeitada mesmo.
Pergunto-me se isso é "normal". Mas o que é normal?!
Entre o silêncio e as incertezas, há o barulho, o movimento e a fluidez.
Engraçado pensar que, daqui a um mês, não saberei o que quis dizer com tudo isso.
Talvez não queira dizer nada.
Talvez só queira escrever, me sentir acompanhada.
Talvez.
___
Mas sei que não estou sozinha. Ainda que seja difícil me entender e me fazer entender.
Bjmordida!
sexta-feira, maio 31, 2013
O retorno do recalcado?
Às vezes, pensar muito tem suas desvantagens. Estudando psicanálise, talvez a coisa piore.
Tenho pensado muito em cortar o cabelo de maneira radical (o tal undercut), mas tenho medo. Medo que eu acho que sinto por não saber de onde vem essa vontade. Sempre que sinto uma mudança em mim, eu tenho pelo menos noção de onde ela vem. Mas a vontade do corte é por pura vontade.
Como ligo isso à psicanálise? Simples: nada é "por acaso". Se não tenho consciência do porquê, o que é que tem no meu inconsciente? O que o tal corte representa? Eu preciso saber o porquê? Às vezes penso que sim, às vezes penso que não...
Nos meus pensamentos, mudar é tão fácil. Principalmente quando a mudança dificilmente sairá dos planos. Quando a coisa pode se tornar real, fico com medo.
Afinal, é assim com todo mundo?
Nós deveríamos temer o que há no nosso inconsciente?
Tenho procurado sempre mudar para melhor. Mas o que isso significa? Será que realmente estou mudando?
Penso demais sobre a vida, mas isso acaba me decepcionando em alguns aspectos. Quando procuro mudar para melhor, fico um tanto decepcionada ao ver que as pessoas não me acompanham. Há o machismo, a homofobia, a ignorância, a sujeira, a impaciência... Ter que lidar com isso também requer mudanças, e uma espécie de treinamento. Acabo me perguntando se não estou cada vez mais me conformando com as coisas em busca de maior paz interior.
Quando você vê um problema, principalmente em alguém que você ama, e "abre o bico", a pessoa sempre fica um tanto... "inconformada" com sua visão.
Ao mesmo tempo, me pergunto qual é o meu direito de tentar mudar alguém. E, talvez, se eu tenho o dever de ao menos dar um pedaço do que penso para o outro. Mas o que me garante que o que EU penso é realmente bom para as pessoas?
Claudete, minha professora de Literatura do terceiro ano, uma vez disse:
"A mudança vem da inquietude."
Mas e a paz interior? Vem da "não-mudança"?
A faculdade tem me feito um bem danado neste período. Ou será que não? haha
Bjmordida y'all.
Tenho pensado muito em cortar o cabelo de maneira radical (o tal undercut), mas tenho medo. Medo que eu acho que sinto por não saber de onde vem essa vontade. Sempre que sinto uma mudança em mim, eu tenho pelo menos noção de onde ela vem. Mas a vontade do corte é por pura vontade.
Como ligo isso à psicanálise? Simples: nada é "por acaso". Se não tenho consciência do porquê, o que é que tem no meu inconsciente? O que o tal corte representa? Eu preciso saber o porquê? Às vezes penso que sim, às vezes penso que não...
Nos meus pensamentos, mudar é tão fácil. Principalmente quando a mudança dificilmente sairá dos planos. Quando a coisa pode se tornar real, fico com medo.
Afinal, é assim com todo mundo?
Nós deveríamos temer o que há no nosso inconsciente?
Tenho procurado sempre mudar para melhor. Mas o que isso significa? Será que realmente estou mudando?
Penso demais sobre a vida, mas isso acaba me decepcionando em alguns aspectos. Quando procuro mudar para melhor, fico um tanto decepcionada ao ver que as pessoas não me acompanham. Há o machismo, a homofobia, a ignorância, a sujeira, a impaciência... Ter que lidar com isso também requer mudanças, e uma espécie de treinamento. Acabo me perguntando se não estou cada vez mais me conformando com as coisas em busca de maior paz interior.
Quando você vê um problema, principalmente em alguém que você ama, e "abre o bico", a pessoa sempre fica um tanto... "inconformada" com sua visão.
Ao mesmo tempo, me pergunto qual é o meu direito de tentar mudar alguém. E, talvez, se eu tenho o dever de ao menos dar um pedaço do que penso para o outro. Mas o que me garante que o que EU penso é realmente bom para as pessoas?
Claudete, minha professora de Literatura do terceiro ano, uma vez disse:
"A mudança vem da inquietude."
Mas e a paz interior? Vem da "não-mudança"?
A faculdade tem me feito um bem danado neste período. Ou será que não? haha
Bjmordida y'all.
sábado, fevereiro 02, 2013
Pensamento do dia
Se eu fosse (apenas) racional, não estaria preenchida de tantos sentimentos.
Penso que a busca pelo equilíbrio é o ideal. Não precisamos escolher um lado...
(Não foi um post crítico. Postei a imagem apenas para mostrar de onde o pensamento veio.)
Bjmordida
PS: Victor, gostei de ter comentado. hehe (:
terça-feira, janeiro 29, 2013
Pensamentos filosóficos causados por The Sims
É, a vida é difícil. Talvez não para mim (sou relativamente bem-resolvida ou minha vida é fácil?), mas, quando vejo minha namorada levando "porrada" direto, começo a pensar que o mundo é um tanto injusto. Ela chora, faço minhas voltas, consigo sorrisos. O futuro melhor é a nossa maior esperança.
Em algumas horas jogando The Sims, na qual você tenta deixar as personagens o mais "verdes" possíveis - felizes, bem alimentadas, cheirosas, saciadas, bem sucedidas e com todas as qualidades que qualquer pessoa gostaria de ter-, veio uma velha conhecida, a epifania: mas afinal, a vida não é assim mesmo?
Estamos sempre tentando atingir o máximo em tudo, como se a vida fosse uma grande busca pelo "verde".
Com algumas horas de jogo, desistimos de ter as personagens no nível máximo - dá muito trabalho, cansa.
No caso da vida, também cansamos. E morremos.
(Meu irmão interrompeu minha linha de pensamento. Damn.)
Anyways, ou continuamos na busca pelo verde até o "fim da linha" ou passamos a aceitar que o máximo não será alcançado nunca. "Slow down, you crazy child", vamos viver o momento, porque a balança do verde sempre se altera.
Bjmordida
Em algumas horas jogando The Sims, na qual você tenta deixar as personagens o mais "verdes" possíveis - felizes, bem alimentadas, cheirosas, saciadas, bem sucedidas e com todas as qualidades que qualquer pessoa gostaria de ter-, veio uma velha conhecida, a epifania: mas afinal, a vida não é assim mesmo?
Estamos sempre tentando atingir o máximo em tudo, como se a vida fosse uma grande busca pelo "verde".
Com algumas horas de jogo, desistimos de ter as personagens no nível máximo - dá muito trabalho, cansa.
No caso da vida, também cansamos. E morremos.
(Meu irmão interrompeu minha linha de pensamento. Damn.)
Anyways, ou continuamos na busca pelo verde até o "fim da linha" ou passamos a aceitar que o máximo não será alcançado nunca. "Slow down, you crazy child", vamos viver o momento, porque a balança do verde sempre se altera.
Bjmordida
sexta-feira, janeiro 11, 2013
Dark sky
A pior ideia para quem está começando a ficar com sono depois de muito custo é ir tomar banho. Já faz uns dias que estou tentando me readaptar à rotina, que ficou inconstante devido ao recesso. Bem, eu fiz a genialidade de tomar banho. Meus pensamentos que desde de manhã começavam a borbulhar não pararam mais, e o banho só foi um combustível para eles.
Eu gosto de pensar, penso em várias coisas, mas já faz um tempo que não penso muito sobre mim. A verdade é que tenho preguiça de mim, quero tudo caindo do céu para eu pegar. Gasto energia com outras coisas e deixo minhas atividades trabalhosas de lado, ou empurro-as com a barriga.
Depois de muito tempo, não sei o que me deu, mas estou pensando sobre mim, sobre as minhas vontades. É a primeira vez que realmente faço isso a sério, porque ignorar já é algo que não adianta. Talvez o assunto tenha surgido com mais intensidade em minha mente como fruto de um leve desentendimento, mas que me deixou um tanto chateada. Talvez seja por uma pessoa próxima vivenciar aquilo que tanto gostaria. Mas para que vivenciar isso? Não sei dizer, só sei que quero. E, pela primeira vez, cogito mesmo a possibilidade de me esforçar para dar certo. Se vai dar eu já não sei. Wish me luck.
Bjmordida.
Eu gosto de pensar, penso em várias coisas, mas já faz um tempo que não penso muito sobre mim. A verdade é que tenho preguiça de mim, quero tudo caindo do céu para eu pegar. Gasto energia com outras coisas e deixo minhas atividades trabalhosas de lado, ou empurro-as com a barriga.
Depois de muito tempo, não sei o que me deu, mas estou pensando sobre mim, sobre as minhas vontades. É a primeira vez que realmente faço isso a sério, porque ignorar já é algo que não adianta. Talvez o assunto tenha surgido com mais intensidade em minha mente como fruto de um leve desentendimento, mas que me deixou um tanto chateada. Talvez seja por uma pessoa próxima vivenciar aquilo que tanto gostaria. Mas para que vivenciar isso? Não sei dizer, só sei que quero. E, pela primeira vez, cogito mesmo a possibilidade de me esforçar para dar certo. Se vai dar eu já não sei. Wish me luck.
Bjmordida.
sábado, novembro 24, 2012
Nostalgia e reflexão
Meu computador teve um problema há cerca de um ano. Eis que o cara que consertou não fez um bom backup antes de mexer nele. Resultado: perdi muitas fotos (show da Beyoncé T-T), principalmente de 2009 e de 2010. Na época, achei que tivesse perdido tudo de vez, mas, aos poucos, fui encontrando diversas coisas na internet. Lembrei do Orkut e fui fuxicar minhas fotos. A preguiça me consumiu e, por estar tudo "seguro" lá, resolvi adiar a tarefa de salvar foto por foto (aliás, por que essas redes sociais nunca criam algo tipo "Baixar álbum completo"??? Puta trabalho do cão. u.u).
Li numa notícia recente que o Orkut está com seus dias contados, então resolvi salvar as fotos assim que tivesse tempo, por precaução.
Bem, é impossível não ver fotos e bater uma nostalgia, ainda mais no dia de hoje (ou melhor, ontem, 23, aniversário da minha [única] ex.). É engraçado como o mundo dá voltas, como o que era essencial ontem já não importa mais. Não falo isso em relação a apenas minha ex, aliás, ela foi a parte menor da nostalgia toda. Falo em relação a amigos e até mesmo gostos musicais.
É inevitável me sentir idiota - já me sinto assim com o "eu" do presente, imaginem com o do passado. Como eu fui idiota em me enganar, em me submeter a certas coisas e achar que estava bom. Porém, também percebi que muitas coisas que eu sofria se refletiam em atitudes de isolamento. E isso gerava consequências que faziam com que eu sofresse mais um pouco, tornando tudo um ciclo vicioso (essa parte é em relação a minha família). Comparando com atualmente, acho que posso dizer que desisti de tentar ser legal. No passado, escondia as coisas. Quando resolvo não esconder mais, acham pior. Deveria ficar tranquila por tentar fazer minha parte? Na teoria, é muito bonito dizer isso. Na prática, tudo é um grande incômodo, palavras entaladas e olhares que censuram/que discriminam de alguma forma.
Sei lá, a minha vida é boa, mas às vezes sinto que levo muita porrada. Bem, o lado bom é que, sempre que olho para trás, vejo que ainda sou idiota, mas pelo menos sou MENOS do que antes. It feels good.
Uma pena perceber que tem gente que está estática...
Pensamento sobre a faculdade: Sempre achei que a faculdade deveria se adaptar um pouco na hora de receber os "calouros", pq é uma puta porrada e um tanto desorientador.
Bem, agora vejo que eles estão mais do que certos. A vida é assim, não? Você tem que se adaptar a tudo o tempo todo, então por que lá teria que ser diferente? Posso dizer que aprendi bastante nesse processo de adaptação. Não sou a melhor aluna, in fact, sou um tanto preguiçosa. Mas espero que esteja no caminho certo para me tornar uma boa psicóloga.
Pensamento sobre todo o processo "Ana-professora-de-Inglês": Cara, preciso ir para o exterior. Sinto-me um tanto parada em relação ao meu conhecimento. ;~
Bjmordida
PS: Tenho percebido que filosofo mais do que percebo. hahaha
Li numa notícia recente que o Orkut está com seus dias contados, então resolvi salvar as fotos assim que tivesse tempo, por precaução.
Bem, é impossível não ver fotos e bater uma nostalgia, ainda mais no dia de hoje (ou melhor, ontem, 23, aniversário da minha [única] ex.). É engraçado como o mundo dá voltas, como o que era essencial ontem já não importa mais. Não falo isso em relação a apenas minha ex, aliás, ela foi a parte menor da nostalgia toda. Falo em relação a amigos e até mesmo gostos musicais.
É inevitável me sentir idiota - já me sinto assim com o "eu" do presente, imaginem com o do passado. Como eu fui idiota em me enganar, em me submeter a certas coisas e achar que estava bom. Porém, também percebi que muitas coisas que eu sofria se refletiam em atitudes de isolamento. E isso gerava consequências que faziam com que eu sofresse mais um pouco, tornando tudo um ciclo vicioso (essa parte é em relação a minha família). Comparando com atualmente, acho que posso dizer que desisti de tentar ser legal. No passado, escondia as coisas. Quando resolvo não esconder mais, acham pior. Deveria ficar tranquila por tentar fazer minha parte? Na teoria, é muito bonito dizer isso. Na prática, tudo é um grande incômodo, palavras entaladas e olhares que censuram/que discriminam de alguma forma.
Sei lá, a minha vida é boa, mas às vezes sinto que levo muita porrada. Bem, o lado bom é que, sempre que olho para trás, vejo que ainda sou idiota, mas pelo menos sou MENOS do que antes. It feels good.
Uma pena perceber que tem gente que está estática...
Pensamento sobre a faculdade: Sempre achei que a faculdade deveria se adaptar um pouco na hora de receber os "calouros", pq é uma puta porrada e um tanto desorientador.
Bem, agora vejo que eles estão mais do que certos. A vida é assim, não? Você tem que se adaptar a tudo o tempo todo, então por que lá teria que ser diferente? Posso dizer que aprendi bastante nesse processo de adaptação. Não sou a melhor aluna, in fact, sou um tanto preguiçosa. Mas espero que esteja no caminho certo para me tornar uma boa psicóloga.
Pensamento sobre todo o processo "Ana-professora-de-Inglês": Cara, preciso ir para o exterior. Sinto-me um tanto parada em relação ao meu conhecimento. ;~
Bjmordida
PS: Tenho percebido que filosofo mais do que percebo. hahaha
quarta-feira, julho 18, 2012
Kinda lost
O que fazer quando se está perdido? Procuramos informações, certo?
Mas o que fazer quando você se sente perdido?
Pois bem, é assim que eu me sinto.
No passado, procurava explicar tudo, planejar tudo.
Mudei, chutei o balde. Quis seguir meus instintos.
Ao mesmo tempo, foquei em minha maior questão mal-resolvida, que era ser quem eu sou. Procurei me aceitar e me encontrar - procurei a mulher que eu sabia que existia em mim. Quis ser aceita.
O problema é que agora me sinto perdida.
Quem é a Ana? Quem sou eu?
Olho no espelho, à procura de algo que não sei o que é, mas nada encontro, apenas confusão.
O que eu me tornei, afinal?
Sinto minhas vontades oscilarem de uma maneira estranha; quero fazer tudo e, ao mesmo tempo, não quero fazer nada.
Tudo aquilo que faço parece não me agradar antes de ser concretizado. Mas, quando é, fico feliz.
A minha imaginação é pior do que minha realidade - que é muito melhor do que jamais imaginei.
O problema é que a imaginação está me impedindo de viver a realidade, de uma forma estranha.
Sinto-me extremamente desanimada.
Sigo meus instintos, mas acho que apenas eles não me satisfazem. Entretanto, não consigo ser mais a garota que tem tanto a dizer, ainda que tudo que eu quisesse dizer ficasse apenas em minha cabeça, ou neste blog, ou numa folha de papel.
É como se eu já não tivesse o que dizer. Sinto-me um tanto vazia, ainda que eu esteja amando mais do que nunca.
Falando em amor, ao mesmo tempo que me acho extremamente parecida com ela, também me acho extramente diferente.
Eu não sei, sinto que tudo o que eu faço não é bom o suficiente.
Estou me sentindo pesada e leve, forte e fraca.
Estou perdida, ainda que eu tenha minhas luzes.
Bjmordida.
segunda-feira, julho 09, 2012
Wonder Woman
I always wish I could protect you from everything and everyone, but I cannot. Not because I am weak or something like that, it is because I cannot fight your fights, even if I really want to do so. I used to feel weak. I used to feel like I am not brave enough to take care of you. Well, something has changed.
I know I should not, but I always try to be, I don't know, like Wonder Woman. I am always looking for a way to get stronger. I feel like if I show you that I am brave, you will get braver. When you cry, I cry too. It is not because I am feeling weak (like I used to feel), it is because I feel your pain and I feel a little bit useless for not being able to protect you every time. Well, you can be sure that I am thinking about good things, though. I don't know, I just try to be positive and to give you a "positive energy". I try to show you all my love to make you feel better.
As I said, I cannot fight your fights. But you can be sure that I will be always here, to cheer you up and to take care of you if you get hurt. And you can be sure I am not the only one by your side.
Bjmordida
PS: It reminds me of two songs of t.A.T.u.
I know I should not, but I always try to be, I don't know, like Wonder Woman. I am always looking for a way to get stronger. I feel like if I show you that I am brave, you will get braver. When you cry, I cry too. It is not because I am feeling weak (like I used to feel), it is because I feel your pain and I feel a little bit useless for not being able to protect you every time. Well, you can be sure that I am thinking about good things, though. I don't know, I just try to be positive and to give you a "positive energy". I try to show you all my love to make you feel better.
As I said, I cannot fight your fights. But you can be sure that I will be always here, to cheer you up and to take care of you if you get hurt. And you can be sure I am not the only one by your side.
Bjmordida
PS: It reminds me of two songs of t.A.T.u.
sexta-feira, maio 25, 2012
I don't get it
Às vezes acho que vago por aí sozinha. Não no sentido de estar solitária (ou, como diriam os memes, "Forever alone"), mas sim de não estar com os pensamentos sintonizados com ninguém.
Mesmo tendo pensamentos parecidos (a ponto de ter minhas frases ditas ou terminadas), às vezes acho que existem coisas que nem "a pessoa que amo" seria capaz de entender. Ela compreende, mas não entende exatamente.
Não que isso me incomode. Afinal, não somos a mesma pessoa, apesar de muitas semelhanças.
Mas, quando paro para pensar no que me diferencia das outras pessoas, vejo que tudo é fruto de alguma mágoa, algum tipo de trauma.
Será que, ao "corrigir" essas mágoas, eu estaria me aproximando das outras pessoas, mas, de alguma forma, deixando de ser eu mesma?
Sim, as pessoas mudam. Mas até que ponto a mudança seria "natural"? Aliás, existe um limite para elas?
As pessoas dizem "Fulano(a) mudou muito" e quase sempre isso soa como algo negativo.
Não sei, mais um post pai-de-santo, como nos velhos tempos.
Bjmordida.
Mesmo tendo pensamentos parecidos (a ponto de ter minhas frases ditas ou terminadas), às vezes acho que existem coisas que nem "a pessoa que amo" seria capaz de entender. Ela compreende, mas não entende exatamente.
Não que isso me incomode. Afinal, não somos a mesma pessoa, apesar de muitas semelhanças.
Mas, quando paro para pensar no que me diferencia das outras pessoas, vejo que tudo é fruto de alguma mágoa, algum tipo de trauma.
Será que, ao "corrigir" essas mágoas, eu estaria me aproximando das outras pessoas, mas, de alguma forma, deixando de ser eu mesma?
Sim, as pessoas mudam. Mas até que ponto a mudança seria "natural"? Aliás, existe um limite para elas?
As pessoas dizem "Fulano(a) mudou muito" e quase sempre isso soa como algo negativo.
Não sei, mais um post pai-de-santo, como nos velhos tempos.
Bjmordida.
terça-feira, maio 22, 2012
5
É engraçado pensar em como as coisas aconteceram.
Tudo tão rápido e louco.
As pessoas hesitam tanto, pensam demais.
Mas tudo o que o amor precisa é de uma chance para existir.
Sempre fui de planejar cada passo, até que um dia surgiu alguém que virou meu mundo de cabeça para baixo. E eu deixei.
5 meses se passaram e não me arrependo por ter me permitido viver essa "loucura" em nenhum segundo.
Love u so much, baby! K3
sexta-feira, abril 06, 2012
Sometimes I just can't stand myself
Já sentiu como se estivesse queimando ao pisar na linha, no seu limite?
O limite está ali, muito bem marcado, mas você simplesmente não sabe o porquê de ele ficar onde fica. Não sabe como fazer para mudá-lo.
Incrível como seus limites fazem você se sentir tão pequeno.
Ainda mais num mundo que te faz pensar que se é grande.
"Eu. Eu. EU. Eu! Eu penso, eu faço, eu falo, eu como, eu SOU."
Parece algo grandioso, mas não é.
O "ser" é exatamente o que te faz pensar grande e o que faz o limite arder em sua pele.
Seria QUERER o suficiente para mudar seus limites?
Quando você nem ao menos sabe a origem dele? Ou então sua firmeza?
(I don't think so.)
Bjmordida.
O limite está ali, muito bem marcado, mas você simplesmente não sabe o porquê de ele ficar onde fica. Não sabe como fazer para mudá-lo.
Incrível como seus limites fazem você se sentir tão pequeno.
Ainda mais num mundo que te faz pensar que se é grande.
"Eu. Eu. EU. Eu! Eu penso, eu faço, eu falo, eu como, eu SOU."
Parece algo grandioso, mas não é.
O "ser" é exatamente o que te faz pensar grande e o que faz o limite arder em sua pele.
Seria QUERER o suficiente para mudar seus limites?
Quando você nem ao menos sabe a origem dele? Ou então sua firmeza?
(I don't think so.)
Bjmordida.
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