domingo, novembro 17, 2013
Chuva
Molha o corpo d'a gente
O carro passa
E molha a calça
O pé encharca
No vidro a marca
Algo que escreveram
Os ao redor nem perceberam
O corpo pede um banho quente
A torcida grita urgente
Um dia no ônibus 433
Eu, você e mais 16.
quarta-feira, novembro 13, 2013
Desconhecido
Depois de sociodrama, a coisa piorou.
Ouvir P!nk também não ajuda.
Difícil conhecer a si mesmo.
Difícil conhecer os outros.
Mas o pior é não conhecer por não se permitir. Ou não permitirem.
Tenho vontade de ficar no meu canto, calada.
Mas, quando dá vontade de falar, "vomito".
Diferente do vômito real, não me sinto menos "enjoada".
Há coisas entaladas, mas que ficarão entaladas.
Bjmordida.
PS: Trocaria o refrão por "How do I feel this good without you?". Uma vez bobona apaixonada, sempre bobona apaixonada.
sexta-feira, outubro 25, 2013
Escreva, Ana, escreva
Mas escrever o quê? Não há nada a dizer.
Ou melhor, há tanto a dizer! Mas não tenho vontade.
Às vezes tenho a impressão que minha vida está passando, e estou deixando algo passar. Talvez seja só aflição de ver o tempo passar depressa.
Estou beirando aos 21.
Não me sinto "tão velha", mas, ao mesmo tempo, não me sinto "tão jovem".
Não sinto que me encaixo no esteriótipo de jovem, mas sou muito nova e inexperiente para me encaixar em outro.
Procuro me encaixar? Seria mentira dizer que não.
Muitos enchem o peito para dizer "Sou diferente!", mas nada mais são do que iguais.
Acho que talvez eu só me sinta careta e desajeitada mesmo.
Pergunto-me se isso é "normal". Mas o que é normal?!
Entre o silêncio e as incertezas, há o barulho, o movimento e a fluidez.
Engraçado pensar que, daqui a um mês, não saberei o que quis dizer com tudo isso.
Talvez não queira dizer nada.
Talvez só queira escrever, me sentir acompanhada.
Talvez.
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Mas sei que não estou sozinha. Ainda que seja difícil me entender e me fazer entender.
Bjmordida!
sexta-feira, maio 31, 2013
O retorno do recalcado?
Tenho pensado muito em cortar o cabelo de maneira radical (o tal undercut), mas tenho medo. Medo que eu acho que sinto por não saber de onde vem essa vontade. Sempre que sinto uma mudança em mim, eu tenho pelo menos noção de onde ela vem. Mas a vontade do corte é por pura vontade.
Como ligo isso à psicanálise? Simples: nada é "por acaso". Se não tenho consciência do porquê, o que é que tem no meu inconsciente? O que o tal corte representa? Eu preciso saber o porquê? Às vezes penso que sim, às vezes penso que não...
Nos meus pensamentos, mudar é tão fácil. Principalmente quando a mudança dificilmente sairá dos planos. Quando a coisa pode se tornar real, fico com medo.
Afinal, é assim com todo mundo?
Nós deveríamos temer o que há no nosso inconsciente?
Tenho procurado sempre mudar para melhor. Mas o que isso significa? Será que realmente estou mudando?
Penso demais sobre a vida, mas isso acaba me decepcionando em alguns aspectos. Quando procuro mudar para melhor, fico um tanto decepcionada ao ver que as pessoas não me acompanham. Há o machismo, a homofobia, a ignorância, a sujeira, a impaciência... Ter que lidar com isso também requer mudanças, e uma espécie de treinamento. Acabo me perguntando se não estou cada vez mais me conformando com as coisas em busca de maior paz interior.
Quando você vê um problema, principalmente em alguém que você ama, e "abre o bico", a pessoa sempre fica um tanto... "inconformada" com sua visão.
Ao mesmo tempo, me pergunto qual é o meu direito de tentar mudar alguém. E, talvez, se eu tenho o dever de ao menos dar um pedaço do que penso para o outro. Mas o que me garante que o que EU penso é realmente bom para as pessoas?
Claudete, minha professora de Literatura do terceiro ano, uma vez disse:
"A mudança vem da inquietude."
Mas e a paz interior? Vem da "não-mudança"?
A faculdade tem me feito um bem danado neste período. Ou será que não? haha
Bjmordida y'all.
domingo, março 18, 2012
Never Let Me Go, Never Let Me Go
sábado, dezembro 03, 2011
Not perfect, but still good
I said LIVE, not simply exist.
To tell the truth, I don't forget.
People want me to forget, and I just don't know why.
quinta-feira, dezembro 01, 2011
“I’ll do anything to make you stay”
Olhou-a nos olhos. O olhar dela era profundo, intenso, claro, malicioso. Não resistiu à força do olhar: desviou seus olhos azuis dos castanhos. Sentiu medo sem saber por quê. Por que se sentia tão intimidada sempre que a outra estava por perto? Em sua ausência, sofria, conversava mentalmente com ela, sentia seus braços clamando por ela. Mas, quando seus sonhos se aproximavam da realidade, ficava paralisada, em pânico. Era como se ela fosse uma presa, e a outra, predadora. Não gostava de se sentir tão vulnerável.
Mas era pior estar sem ela. Direcionou seus olhos aos dela, que a olhavam ansiosos, curiosos. Hesitante, segurou uma de suas mãos. Sentiu-se infantil pelo contraste do contato: enquanto a outra tinha o toque suave e tranqüilo, ela tremia, gelava. Então, a outra deu aquele sorriso sem-graça, como se quisesse encorajá-la dizendo que estava tão envergonhada quanto ela. Derreteu-se. Retribuiu com um meio sorriso e corou. E nada mais importava a nenhuma das duas.
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Aula de História da Filosofia, 30/11/2011.
sábado, novembro 26, 2011
Zombie
It’s like I have been swimming in the ocean for years. I feel exhausted. So exhausted that I can barely know what is worse: The pain all over my body or starvation and thirst.
It’s like I am dead. My feelings are so strong and run so deep inside me that it causes me emptiness. I do not want to be here. I want to shout until I lose my voice and start bleeding inside. I just want to run away. I just want to nap in a girl’s arms, listening to her heart and smelling her neck; feeling the wind that comes from the ocean.
I want to feel safe again, and stop drawing in the ocean. I do not want a place to stay, but I do not want to be lost anymore.
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Aula de Sociologia, 24/11/2011.
quinta-feira, novembro 03, 2011
A contradiction
Por que tanta diferença?
Acho que agora consigo entender.
Quando ignoram (ou coisa pior) uma parte de mim que ficou tanto tempo oculta é... ARGH!
Não que esta seja minha maior parte. Mas, por ter ficado oculta, ela fica muito mais evidente agora.
Quando me dizem como agir...
Não! Não! Não! NÃO!
Eu continuo sendo a Ana!
Há uma GRANDE diferença entre dar conselhos e querer mudar alguém.
I'm not gonna change. Ou melhor, vou. Mas quando EU quiser. Quando for MINHA hora. E, mesmo assim, não será da maneira como alguns querem.
Quando sabem exatamente o que eu sou, como ajo. E me apoiam!
Não precisam me conhecer profundamente para descobrirem como sou.
E, mesmo que impliquem um pouco com algumas coisas minhas, ninguém renega esta parte. Ninguém diz que é ruim. Só dizem que tudo ficará bem. Que preciso ter coragem.
Incentivam, não julgam. Podem até me achar boba, mas entendem.
É engraçado como lidam com duas partes de maneira tão distinta.
(Sim, eu disse DUAS partes.)
Uma vez que levantei minha cabeça, não vou abaixá-la novamente. Para NINGUÉM.
Eu sempre gostei de ser transparente. Mas, a partir do momento que começaram a me cobrar algo que não devo, escolhi deixar de ser.
Sinto e não sinto falta disso.
Sinto falta pelos momentos de inspiração.
Não sinto, pois sei que continuo sendo transparente. Sem precisar dizer absolutamente nada!
Sei que o último post foi meio louco. Sei que este também é, mas...
Não consigo fazer melhor que isso.
Bjmordida.
PS: Tive um sonho tão bom. Queria não ter acordado.
segunda-feira, setembro 05, 2011
Absolutamente N-A-D-A
Deixo aqui, sem palavras, tudo aquilo que estou sentindo.
Can u feel it?
Não é um post vazio. Pelo contrário. Está inundado de sentimentos.
Não quero mais palavras. Cansei delas.
Não há verdade, não há mentira. É tudo muito igual, tudo muito diferente.
Separar o arroz do feijão é fácil, quando estão crus.
E quando não estão? Você sabe o que é feijão, sabe o que é o arroz, mas não consegue separar um do outro.
E para que separar? Há sentido nisso? Os dois não "funcionam" muito bem juntos?
Não me compreendo neste momento. E nem quero.
Então eu agradeceria MUITO se as pessoas parassem de fazer isso por mim.
Deixa eu viver em paz! VIVER.
Pensar... Penso depois. Quando os sentimentos não gritarem tanto dentro de mim.
Estou selvagem. Primitiva. Pode rir, se quiser. Mas é a mais pura verdade. A única que conheço HOJE.
Vou sendo guiada por meus sentidos. Os cinco e mais alguns. Alguns que nem eu e nem a ciência conseguem definir. Também nem quero saber. O negócio é sentir, não saber. Ou melhor, sentir para saber.
A minha educação é a única coisa que me mantém racional. Mas posso abrir mão dela, se achar necessário.
Estou selvagem. Não tente me prender. Isso só faz com que eu fique ainda mais selvagem.
Vou, através dos sentidos, chegando aos lugares. Se você estiver no caminho, isso é apenas coincidência.
Já que não posso correr na floresta, deixe-me correr no meu cativeiro, que, por sinal, está cada vez maior.
Entendeu? Não? Sinto muito. Não sei explicar além disso. E nem quero.
BjMORDIDA. (Porque estou selvagem. Cuidado.)
(Post pai-de-santo)
quinta-feira, junho 16, 2011
I'm on the Edge
Cansei de racionalizar sentimentos. Não me parece saudável. Não me leva a nada.
Tenho meus medos, é verdade, mas não vou mais deixar que eles me impeçam de me jogar do precipício.
Quando você se apaixona, é como se você ficasse bem na ponta de um.
Já neguei sentimentos muitas e muitas vezes. Dei um passo para longe da queda.
Devo dizer que não adianta fugir. Então por que hesitar?
Se você não se jogar, o próprio sentimento vai te empurrar.
Não estou dizendo que vou fazer tudo aquilo que me der vontade. O que quero dizer é que não vou mais me negar a viver o sentimento. Por mais que eu me machuque depois da queda.
Mas a vida é assim, não é mesmo?
Vou me costurar (ou ser costurada) e me levantar, para, então, ir em direção à um novo abismo.
Afinal, cicatrizes não doem. Elas apenas existem para te lembrar de uma ferida que alí existiu. Mas a dor não mais existe.
Procurar por abismos também não é uma boa. Quando você menos esperar, estará à beira de um.
E cá estou eu na ponta de um novamente. Só resta saber se "I'm on the edge with you".
Bjmordida!
PS: Ironicamente, acabou de sair o clipe de "The Edge of Glory"... LOL
sábado, junho 04, 2011
Impaciência
Esperar.
Esperar pelo quê?
Esperar por um novo começo, um novo mundo.
Esperar.
Esperar.
Esperar. Esperar.
Esperar por tudo!
Enquanto isso, espero, impaciente.
Bjmordida
terça-feira, novembro 09, 2010
Maldição
Fugir e tentar mudar algo impossível de ser mudado só faz com que eu faça o mesmo com outras dúvidas.
Só que, diferente das minhas outras dúvidas, isso já não é mais dúvida - mesmo eu querendo que seja.
Argh! Eu odeio ter que admitir isso, mas nada mudará. Eu queria que sim, mas não vai.
Parece praga, só pode.
Mas eu sei que vou continuar fugindo disso. Porque eu tenho medo. Medo de me "jogar" e nunca mais conseguir voltar - mesmo que eu saiba que eu já fui.
Essa pseudo-dúvida me queima. A verdade está gritando, mas tapo os ouvidos.
Eu não quero mais fugir, mas não quero seguir em frente.
Por que não posso simplesmente sentar na areia e admirar o mar?
Decepção ambulante, esse é meu nome.