Cá estou eu, no início da madrugada. Deveria estar dormindo, já que amanhã tenho que trabalhar. Mas, como nas noites anteriores, não consigo pegar no sono (ou melhor, o sono vem e... nada de adormecer).
Começo a fazer suposições a respeito de minha saúde: será que estou usando muita tecnologia antes de dormir? É possível. Será que é porque meus dias estão muito parados/sem gasto de energia? Também é possível. Será que estou assim porque nos últimos dias consumi açúcar/carboidrato/cafeína pouco antes de dormir? Será meus pensamentos inquietos a respeito da vida? Será que é a claridade do meu quarto, já que estou sem cortina? Há tantas possibilidades. Pode ser tudo junto. Resolvi, então, tentar aliviar os pensamentos para ver se funciona.
Assisti ao documentário da Cássia Eller. Deu vontade de ser uma daquelas pessoas que encantam as pessoas. A Eller encantava ao cantar, Não sei bem como encantaria as pessoas. Talvez com minhas palavras. Isso soa extremamente presunçoso, é verdade. É o mal da minha geração. Fomos criados para nos sentirmos especiais. Bem, acho que no meu caso a coisa foi um pouco diferente. Minha mãe repassou bem um ensinamento que aprendeu com minha avó: "Ninguém é melhor do que ninguém.". Talvez (talvez) minha vontade seja ligada a um certo "complexo" recente meu. A sensação de ser invisível pelo meu tamanho. Isso soa forte demais ao colocar em palavras. Acho que a Ana de antigamente tirava isso de letra pelo jeito brigão. Estou amolecendo e sinto que estou um pouco mais vulnerável por conta disso. Quero dizer, eu não tenho problema em ser pequena. Minha mãe me criou dizendo que eu era capaz de fazer de tudo, nem que eu tivesse que alcançar o que quero com uma escada. Acho que o que me incomoda são as pessoas, as brincadeiras constantes, as situações do dia-a-dia que tornam em momentos desconfortáveis (tipo o nervoso que bate quando o botão de solicitar a parada do ônibus não funciona e tenho que pedir a alguém/pular/me pendurar para alcançar a corda).
Sei lá, me sinto um tanto ridícula escrevendo isso. Todos nós somos vulneráveis em sentidos diferentes. Nem sei porque estou falando disso.
~
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quinta-feira, fevereiro 05, 2015
domingo, dezembro 14, 2014
Angústia
Tamborilo os dedos numa superfície qualquer, agito os pés no ritmo de uma música.
Procuro respostas sem saber como fazer as perguntas certas.
Qual caminho devo seguir?
A incerteza gera angústia.
Ninguém para guiar, nenhuma luz para iluminar.
Procuro respostas sem saber como fazer as perguntas certas.
Qual caminho devo seguir?
A incerteza gera angústia.
Ninguém para guiar, nenhuma luz para iluminar.
terça-feira, julho 15, 2014
Gente grande?
Apesar de postar muito pouco por aqui (cada vez menos), acho que meus posts recentes têm seu mérito. Quando comecei o blog, postava qualquer abobrinha que achasse interessante e/ou quando queria "bater o ponto". Com o tempo, o conteúdo foi ficando mais "maduro", ou seja, menos bobalhão, com questões minhas que estavam de alguma forma me sufocando. Não que eu não tenha mais questões assim, mas tenho com quem dividir, aprendi a lidar com o que não tem resposta e, infelizmente, confesso que desconto um pouco na comida. Eu sempre fui sincera aqui (por mais que muitas das minhas questões tenham ficado escondidas no Rainbow Daily ou para mim mesma), então seria hipócrita esconder essa situação agora.
(Enfim, esse parágrafo saiu um pouco no estilo pai-de-santo, como costumava brincar quando escrevia um post sem nem pensar direito. Deu para perceber que estou um pouco nostálgica?)
A nostalgia tem motivo. Nas férias, sempre resgato coisas pendentes, arrumo papéis, fico repensando o que posso melhorar no próximo semestre e... Fico de pernas pro ar.
Parte de mim gosta de ficar de bobeira, é verdade. Mas outra parte odeia esse "não aconteceu nada hoje". Talvez o que mais me entristece é que eu não quebro esse ciclo de não fazer nada! Esse lance de se auto-sabotar é mesmo uma merda (perdoem o palavrão).
( /\ Outro parágrafo pai-de-santo.)
O que eu vim mesmo escrever é sobre a ausência dos meus pais. É muito estranho não ter saído de casa, e sim ter os pais nessa situação. É o meu lar, não consigo me imaginar morando numa república ou algo do tipo. Mas essa mudança é pouco usual, falem sério. A casa não é minha, nem do meu irmão. Os donos da casa não estão aqui, e ainda por cima pagam as contas. Até que ponto posso deixar a casa como EU quero? Até que ponto posso receber visitas sem invadir o espaço dos meus pais (que não estão aqui) e do meu irmão (que está aqui)?
O que eu vim mesmo escrever é sobre a ausência dos meus pais. É muito estranho não ter saído de casa, e sim ter os pais nessa situação. É o meu lar, não consigo me imaginar morando numa república ou algo do tipo. Mas essa mudança é pouco usual, falem sério. A casa não é minha, nem do meu irmão. Os donos da casa não estão aqui, e ainda por cima pagam as contas. Até que ponto posso deixar a casa como EU quero? Até que ponto posso receber visitas sem invadir o espaço dos meus pais (que não estão aqui) e do meu irmão (que está aqui)?
Minha mãe vem mais ou menos uma vez por mês, fica uma semana e depois vai embora. Meu pai só pode ficar durante o final de semana, por causa do trabalho.
Quando a família se reúne, fazem planos: comprar uma cama nova para mim, que estou com a minha quebrada. Mas, peraí, daqui a pouco não sou eu que saio de casa? Não é melhor deixar a cama pra lá?
Acho que toda essa situação está me confundindo e me deixando inquieta.
Sou adulta, mas tenho muito que aprender. A responsabilidade pesa, faz com que me sinta muito velha e muito nova ao mesmo tempo. E me cansa, essa é a verdade.
Bem, uma coisa eu tenho certeza: mimo é bom demais. É muito bom ver a família e ficar passeando, sem as cobranças de morar junto. Como minha mãe disse ontem, é a maior rasgação de seda.
(Fora os mimos dos avós!)
(Fora os mimos dos avós!)
Bjmordida
PS: A Bella me ajuda pra caramba. Depois não sabe porque a amo tanto!
PS2: Esse post seria falado numa mesa de bar, tenho certeza.
domingo, maio 04, 2014
I am alive!
Hoje recuperei um e-mail que tinha dado problema, então havia diversos e-mails não lidos (sendo a maioria de propaganda de corrida). Também havia notificações de comentários no blog, o que me fez lembrar que fazia um tempinho desde a última vez que dei sinal de vida.
A rotina pesa. Trabalho, faculdade, vida de dona de casa, namorada, família... E a bonitona aqui resolve entrar num trabalho voluntário!
O nome do grupo é Centro de Valorização da Vida (CVV). Por enquanto, estou na segunda etapa do treinamento, que vai durar nove semanas (esta será a quinta). Não sei como vai ser quando eu passar a atender pessoas, mas posso dizer que o treinamento tem me ajudado a refletir sobre o modo que conversamos com as pessoas.
Bem, desde que entrei na faculdade, sou convidada a refletir sobre isso, mas de modo profissional. Nesse treinamento, a reflexão se estende à vida pessoal (não que a faculdade também não seja assim, mas é mais fácil de separar as coisas). Como psicóloga, já sei há séculos que não serei alguém que dá conselhos, mas a Ana adora dar uma de "mãe chata" e sair por aí tagarelando frases para inspirar. É, as coisas estão mudando, ou pelo menos estou tentando.
É até irônico, porque faz um bom tempo que eu adotei o pensamento de "Cada um sabe onde o calo aperta"/ "Cada um sabe o que é melhor para si", mas, para os mais queridos, sempre dava pitaco. Posso dizer que o curso deu um tapinha na minha cara. Afinal, quem sou eu para salvar o mundo? Isso não significa que eu não ligue. Mas é melhor assim. É melhor ser o apoio, não tentar ser o super herói. Ser super herói exige que você fique numa posição diferente, de destaque, e não é isso que busco.
Tá, eu acho que estou me confundindo. Minha intenção não é tirar o mérito do super herói, nem dizer que não quero prestígio. É só que é muito difícil aconselhar e ver que você não ajudou. Na dúvida, é melhor você ser um ombro amigo do que colocar uma decisão sua para o bem de alguém.
(É, acho que consegui me esclarecer)
Bjmordida
A rotina pesa. Trabalho, faculdade, vida de dona de casa, namorada, família... E a bonitona aqui resolve entrar num trabalho voluntário!
O nome do grupo é Centro de Valorização da Vida (CVV). Por enquanto, estou na segunda etapa do treinamento, que vai durar nove semanas (esta será a quinta). Não sei como vai ser quando eu passar a atender pessoas, mas posso dizer que o treinamento tem me ajudado a refletir sobre o modo que conversamos com as pessoas.
Bem, desde que entrei na faculdade, sou convidada a refletir sobre isso, mas de modo profissional. Nesse treinamento, a reflexão se estende à vida pessoal (não que a faculdade também não seja assim, mas é mais fácil de separar as coisas). Como psicóloga, já sei há séculos que não serei alguém que dá conselhos, mas a Ana adora dar uma de "mãe chata" e sair por aí tagarelando frases para inspirar. É, as coisas estão mudando, ou pelo menos estou tentando.
É até irônico, porque faz um bom tempo que eu adotei o pensamento de "Cada um sabe onde o calo aperta"/ "Cada um sabe o que é melhor para si", mas, para os mais queridos, sempre dava pitaco. Posso dizer que o curso deu um tapinha na minha cara. Afinal, quem sou eu para salvar o mundo? Isso não significa que eu não ligue. Mas é melhor assim. É melhor ser o apoio, não tentar ser o super herói. Ser super herói exige que você fique numa posição diferente, de destaque, e não é isso que busco.
Tá, eu acho que estou me confundindo. Minha intenção não é tirar o mérito do super herói, nem dizer que não quero prestígio. É só que é muito difícil aconselhar e ver que você não ajudou. Na dúvida, é melhor você ser um ombro amigo do que colocar uma decisão sua para o bem de alguém.
(É, acho que consegui me esclarecer)
Bjmordida
sexta-feira, janeiro 24, 2014
Apática
A Carol R.C. me lembrou sobre a época que eu escrevia com mais frequência no blog. É um pouco decepcionante perceber que o número de postagens vêm diminuindo com o tempo. Espero que eu não pare de escrever aqui tão cedo, porque boa parte da minha história está nesse blog.
Bem, boa parte da minha história.
Acho que uma outra parte ficou faltando, por conta da vergonha, do medo de ser repreendida, pela minha própria confusão. Ou, atualmente, pela pouca vontade de falar sobre mim, seja por não querer me expor, seja por não querer pensar nas coisas. A verdade é que encarar a tela em branco de um blog me tira da minha zona de conforto. Fora que às vezes também sou muito preguiçosa.
Falando em preguiça, sinto que minhas férias têm passado um tanto vazias. Eu não tenho tido vontade de sair, então, sempre que me sinto sozinha, convido as pessoas para virem aqui. Cá entre nós, adoro receber visitas.
Agora estou morando sozinha com meu irmão, pois meus pais se mudaram para Brasília. Nosso espaço pouco mudou, mas a rotina é completamente diferente. Agora tenho que cozinhar, cuidar da casa. E sei que uso isso como desculpa para mim mesma para não sair. Entretanto, eu acabo não fazendo muita coisa, ficando a maior parte do tempo vendo TV ou mexendo no computador. As coisas até melhoram quando a Bella vem aqui, mas também tenho que me preocupar para não invadir o "espaço do meu irmão", o que é um saco.
Eu quero ter força de vontade para fazer as coisas, mas parece que o cansaço de 2013 pesa em mim, fisica e emocionalmente falando. Estou me sentindo fraca.
Muitas coisas aconteceram ano passado, e poucas coisas eu disse/quis dizer sobre tudo isso. Aos poucos, vou me expressando. Talvez muito mais devagar do que deveria.
O que eu quero para 2014 e além?
Quero que as coisas fiquem bem.
Bjmordida
Bem, boa parte da minha história.
Acho que uma outra parte ficou faltando, por conta da vergonha, do medo de ser repreendida, pela minha própria confusão. Ou, atualmente, pela pouca vontade de falar sobre mim, seja por não querer me expor, seja por não querer pensar nas coisas. A verdade é que encarar a tela em branco de um blog me tira da minha zona de conforto. Fora que às vezes também sou muito preguiçosa.
Falando em preguiça, sinto que minhas férias têm passado um tanto vazias. Eu não tenho tido vontade de sair, então, sempre que me sinto sozinha, convido as pessoas para virem aqui. Cá entre nós, adoro receber visitas.
Agora estou morando sozinha com meu irmão, pois meus pais se mudaram para Brasília. Nosso espaço pouco mudou, mas a rotina é completamente diferente. Agora tenho que cozinhar, cuidar da casa. E sei que uso isso como desculpa para mim mesma para não sair. Entretanto, eu acabo não fazendo muita coisa, ficando a maior parte do tempo vendo TV ou mexendo no computador. As coisas até melhoram quando a Bella vem aqui, mas também tenho que me preocupar para não invadir o "espaço do meu irmão", o que é um saco.
Eu quero ter força de vontade para fazer as coisas, mas parece que o cansaço de 2013 pesa em mim, fisica e emocionalmente falando. Estou me sentindo fraca.
Muitas coisas aconteceram ano passado, e poucas coisas eu disse/quis dizer sobre tudo isso. Aos poucos, vou me expressando. Talvez muito mais devagar do que deveria.
O que eu quero para 2014 e além?
Quero que as coisas fiquem bem.
Bjmordida
domingo, novembro 17, 2013
Chuva
A chuva insistente
Molha o corpo d'a gente
O carro passa
E molha a calça
O pé encharca
No vidro a marca
Algo que escreveram
Os ao redor nem perceberam
O corpo pede um banho quente
A torcida grita urgente
Um dia no ônibus 433
Eu, você e mais 16.
Molha o corpo d'a gente
O carro passa
E molha a calça
O pé encharca
No vidro a marca
Algo que escreveram
Os ao redor nem perceberam
O corpo pede um banho quente
A torcida grita urgente
Um dia no ônibus 433
Eu, você e mais 16.
quarta-feira, novembro 13, 2013
Desconhecido
Pensamentos inquietantes.
Depois de sociodrama, a coisa piorou.
Ouvir P!nk também não ajuda.
Difícil conhecer a si mesmo.
Difícil conhecer os outros.
Mas o pior é não conhecer por não se permitir. Ou não permitirem.
Tenho vontade de ficar no meu canto, calada.
Mas, quando dá vontade de falar, "vomito".
Diferente do vômito real, não me sinto menos "enjoada".
Há coisas entaladas, mas que ficarão entaladas.
Bjmordida.
PS: Trocaria o refrão por "How do I feel this good without you?". Uma vez bobona apaixonada, sempre bobona apaixonada.
Depois de sociodrama, a coisa piorou.
Ouvir P!nk também não ajuda.
Difícil conhecer a si mesmo.
Difícil conhecer os outros.
Mas o pior é não conhecer por não se permitir. Ou não permitirem.
Tenho vontade de ficar no meu canto, calada.
Mas, quando dá vontade de falar, "vomito".
Diferente do vômito real, não me sinto menos "enjoada".
Há coisas entaladas, mas que ficarão entaladas.
Bjmordida.
PS: Trocaria o refrão por "How do I feel this good without you?". Uma vez bobona apaixonada, sempre bobona apaixonada.
sexta-feira, outubro 25, 2013
Escreva, Ana, escreva
Vontade de escrever.
Mas escrever o quê? Não há nada a dizer.
Ou melhor, há tanto a dizer! Mas não tenho vontade.
Às vezes tenho a impressão que minha vida está passando, e estou deixando algo passar. Talvez seja só aflição de ver o tempo passar depressa.
Estou beirando aos 21.
Não me sinto "tão velha", mas, ao mesmo tempo, não me sinto "tão jovem".
Não sinto que me encaixo no esteriótipo de jovem, mas sou muito nova e inexperiente para me encaixar em outro.
Procuro me encaixar? Seria mentira dizer que não.
Muitos enchem o peito para dizer "Sou diferente!", mas nada mais são do que iguais.
Acho que talvez eu só me sinta careta e desajeitada mesmo.
Pergunto-me se isso é "normal". Mas o que é normal?!
Entre o silêncio e as incertezas, há o barulho, o movimento e a fluidez.
Engraçado pensar que, daqui a um mês, não saberei o que quis dizer com tudo isso.
Talvez não queira dizer nada.
Talvez só queira escrever, me sentir acompanhada.
Talvez.
___
Mas sei que não estou sozinha. Ainda que seja difícil me entender e me fazer entender.
Bjmordida!
Mas escrever o quê? Não há nada a dizer.
Ou melhor, há tanto a dizer! Mas não tenho vontade.
Às vezes tenho a impressão que minha vida está passando, e estou deixando algo passar. Talvez seja só aflição de ver o tempo passar depressa.
Estou beirando aos 21.
Não me sinto "tão velha", mas, ao mesmo tempo, não me sinto "tão jovem".
Não sinto que me encaixo no esteriótipo de jovem, mas sou muito nova e inexperiente para me encaixar em outro.
Procuro me encaixar? Seria mentira dizer que não.
Muitos enchem o peito para dizer "Sou diferente!", mas nada mais são do que iguais.
Acho que talvez eu só me sinta careta e desajeitada mesmo.
Pergunto-me se isso é "normal". Mas o que é normal?!
Entre o silêncio e as incertezas, há o barulho, o movimento e a fluidez.
Engraçado pensar que, daqui a um mês, não saberei o que quis dizer com tudo isso.
Talvez não queira dizer nada.
Talvez só queira escrever, me sentir acompanhada.
Talvez.
___
Mas sei que não estou sozinha. Ainda que seja difícil me entender e me fazer entender.
Bjmordida!
sexta-feira, maio 31, 2013
O retorno do recalcado?
Às vezes, pensar muito tem suas desvantagens. Estudando psicanálise, talvez a coisa piore.
Tenho pensado muito em cortar o cabelo de maneira radical (o tal undercut), mas tenho medo. Medo que eu acho que sinto por não saber de onde vem essa vontade. Sempre que sinto uma mudança em mim, eu tenho pelo menos noção de onde ela vem. Mas a vontade do corte é por pura vontade.
Como ligo isso à psicanálise? Simples: nada é "por acaso". Se não tenho consciência do porquê, o que é que tem no meu inconsciente? O que o tal corte representa? Eu preciso saber o porquê? Às vezes penso que sim, às vezes penso que não...
Nos meus pensamentos, mudar é tão fácil. Principalmente quando a mudança dificilmente sairá dos planos. Quando a coisa pode se tornar real, fico com medo.
Afinal, é assim com todo mundo?
Nós deveríamos temer o que há no nosso inconsciente?
Tenho procurado sempre mudar para melhor. Mas o que isso significa? Será que realmente estou mudando?
Penso demais sobre a vida, mas isso acaba me decepcionando em alguns aspectos. Quando procuro mudar para melhor, fico um tanto decepcionada ao ver que as pessoas não me acompanham. Há o machismo, a homofobia, a ignorância, a sujeira, a impaciência... Ter que lidar com isso também requer mudanças, e uma espécie de treinamento. Acabo me perguntando se não estou cada vez mais me conformando com as coisas em busca de maior paz interior.
Quando você vê um problema, principalmente em alguém que você ama, e "abre o bico", a pessoa sempre fica um tanto... "inconformada" com sua visão.
Ao mesmo tempo, me pergunto qual é o meu direito de tentar mudar alguém. E, talvez, se eu tenho o dever de ao menos dar um pedaço do que penso para o outro. Mas o que me garante que o que EU penso é realmente bom para as pessoas?
Claudete, minha professora de Literatura do terceiro ano, uma vez disse:
"A mudança vem da inquietude."
Mas e a paz interior? Vem da "não-mudança"?
A faculdade tem me feito um bem danado neste período. Ou será que não? haha
Bjmordida y'all.
Tenho pensado muito em cortar o cabelo de maneira radical (o tal undercut), mas tenho medo. Medo que eu acho que sinto por não saber de onde vem essa vontade. Sempre que sinto uma mudança em mim, eu tenho pelo menos noção de onde ela vem. Mas a vontade do corte é por pura vontade.
Como ligo isso à psicanálise? Simples: nada é "por acaso". Se não tenho consciência do porquê, o que é que tem no meu inconsciente? O que o tal corte representa? Eu preciso saber o porquê? Às vezes penso que sim, às vezes penso que não...
Nos meus pensamentos, mudar é tão fácil. Principalmente quando a mudança dificilmente sairá dos planos. Quando a coisa pode se tornar real, fico com medo.
Afinal, é assim com todo mundo?
Nós deveríamos temer o que há no nosso inconsciente?
Tenho procurado sempre mudar para melhor. Mas o que isso significa? Será que realmente estou mudando?
Penso demais sobre a vida, mas isso acaba me decepcionando em alguns aspectos. Quando procuro mudar para melhor, fico um tanto decepcionada ao ver que as pessoas não me acompanham. Há o machismo, a homofobia, a ignorância, a sujeira, a impaciência... Ter que lidar com isso também requer mudanças, e uma espécie de treinamento. Acabo me perguntando se não estou cada vez mais me conformando com as coisas em busca de maior paz interior.
Quando você vê um problema, principalmente em alguém que você ama, e "abre o bico", a pessoa sempre fica um tanto... "inconformada" com sua visão.
Ao mesmo tempo, me pergunto qual é o meu direito de tentar mudar alguém. E, talvez, se eu tenho o dever de ao menos dar um pedaço do que penso para o outro. Mas o que me garante que o que EU penso é realmente bom para as pessoas?
Claudete, minha professora de Literatura do terceiro ano, uma vez disse:
"A mudança vem da inquietude."
Mas e a paz interior? Vem da "não-mudança"?
A faculdade tem me feito um bem danado neste período. Ou será que não? haha
Bjmordida y'all.
quarta-feira, maio 15, 2013
Cultura
Depois de citar Madonna e Lourdes Maria e o nome de todos Os Simpsons, fui chamada de "cheia de cultura" pela minha aluna. Por um momento, achei que ela estivesse sendo irônica. Mas não. Fiquei satisfeita por ver que ela não fez a divisão entre cultura inútil e cultura útil ou alta cultura e baixa cultura, algo que tenho pensado e tentado saber mais a respeito.
Enfim, estou muito atolada com a faculdade e trabalhos, então desculpem o sumiço (caso vocês ainda apareçam por aqui).
Tenho pensado bastante há um tempo, mas não encontro tempo para "verbalizar" os pensamentos. Infelizmente, isso faz com que muitos deles se percam...
Vou tentar recuperar alguns em breve.
Bjmordida!
Enfim, estou muito atolada com a faculdade e trabalhos, então desculpem o sumiço (caso vocês ainda apareçam por aqui).
Tenho pensado bastante há um tempo, mas não encontro tempo para "verbalizar" os pensamentos. Infelizmente, isso faz com que muitos deles se percam...
Vou tentar recuperar alguns em breve.
Bjmordida!
terça-feira, janeiro 29, 2013
Pensamentos filosóficos causados por The Sims
É, a vida é difícil. Talvez não para mim (sou relativamente bem-resolvida ou minha vida é fácil?), mas, quando vejo minha namorada levando "porrada" direto, começo a pensar que o mundo é um tanto injusto. Ela chora, faço minhas voltas, consigo sorrisos. O futuro melhor é a nossa maior esperança.
Em algumas horas jogando The Sims, na qual você tenta deixar as personagens o mais "verdes" possíveis - felizes, bem alimentadas, cheirosas, saciadas, bem sucedidas e com todas as qualidades que qualquer pessoa gostaria de ter-, veio uma velha conhecida, a epifania: mas afinal, a vida não é assim mesmo?
Estamos sempre tentando atingir o máximo em tudo, como se a vida fosse uma grande busca pelo "verde".
Com algumas horas de jogo, desistimos de ter as personagens no nível máximo - dá muito trabalho, cansa.
No caso da vida, também cansamos. E morremos.
(Meu irmão interrompeu minha linha de pensamento. Damn.)
Anyways, ou continuamos na busca pelo verde até o "fim da linha" ou passamos a aceitar que o máximo não será alcançado nunca. "Slow down, you crazy child", vamos viver o momento, porque a balança do verde sempre se altera.
Bjmordida
Em algumas horas jogando The Sims, na qual você tenta deixar as personagens o mais "verdes" possíveis - felizes, bem alimentadas, cheirosas, saciadas, bem sucedidas e com todas as qualidades que qualquer pessoa gostaria de ter-, veio uma velha conhecida, a epifania: mas afinal, a vida não é assim mesmo?
Estamos sempre tentando atingir o máximo em tudo, como se a vida fosse uma grande busca pelo "verde".
Com algumas horas de jogo, desistimos de ter as personagens no nível máximo - dá muito trabalho, cansa.
No caso da vida, também cansamos. E morremos.
(Meu irmão interrompeu minha linha de pensamento. Damn.)
Anyways, ou continuamos na busca pelo verde até o "fim da linha" ou passamos a aceitar que o máximo não será alcançado nunca. "Slow down, you crazy child", vamos viver o momento, porque a balança do verde sempre se altera.
Bjmordida
sexta-feira, janeiro 11, 2013
Dark sky
A pior ideia para quem está começando a ficar com sono depois de muito custo é ir tomar banho. Já faz uns dias que estou tentando me readaptar à rotina, que ficou inconstante devido ao recesso. Bem, eu fiz a genialidade de tomar banho. Meus pensamentos que desde de manhã começavam a borbulhar não pararam mais, e o banho só foi um combustível para eles.
Eu gosto de pensar, penso em várias coisas, mas já faz um tempo que não penso muito sobre mim. A verdade é que tenho preguiça de mim, quero tudo caindo do céu para eu pegar. Gasto energia com outras coisas e deixo minhas atividades trabalhosas de lado, ou empurro-as com a barriga.
Depois de muito tempo, não sei o que me deu, mas estou pensando sobre mim, sobre as minhas vontades. É a primeira vez que realmente faço isso a sério, porque ignorar já é algo que não adianta. Talvez o assunto tenha surgido com mais intensidade em minha mente como fruto de um leve desentendimento, mas que me deixou um tanto chateada. Talvez seja por uma pessoa próxima vivenciar aquilo que tanto gostaria. Mas para que vivenciar isso? Não sei dizer, só sei que quero. E, pela primeira vez, cogito mesmo a possibilidade de me esforçar para dar certo. Se vai dar eu já não sei. Wish me luck.
Bjmordida.
Eu gosto de pensar, penso em várias coisas, mas já faz um tempo que não penso muito sobre mim. A verdade é que tenho preguiça de mim, quero tudo caindo do céu para eu pegar. Gasto energia com outras coisas e deixo minhas atividades trabalhosas de lado, ou empurro-as com a barriga.
Depois de muito tempo, não sei o que me deu, mas estou pensando sobre mim, sobre as minhas vontades. É a primeira vez que realmente faço isso a sério, porque ignorar já é algo que não adianta. Talvez o assunto tenha surgido com mais intensidade em minha mente como fruto de um leve desentendimento, mas que me deixou um tanto chateada. Talvez seja por uma pessoa próxima vivenciar aquilo que tanto gostaria. Mas para que vivenciar isso? Não sei dizer, só sei que quero. E, pela primeira vez, cogito mesmo a possibilidade de me esforçar para dar certo. Se vai dar eu já não sei. Wish me luck.
Bjmordida.
sábado, novembro 24, 2012
Nostalgia e reflexão
Meu computador teve um problema há cerca de um ano. Eis que o cara que consertou não fez um bom backup antes de mexer nele. Resultado: perdi muitas fotos (show da Beyoncé T-T), principalmente de 2009 e de 2010. Na época, achei que tivesse perdido tudo de vez, mas, aos poucos, fui encontrando diversas coisas na internet. Lembrei do Orkut e fui fuxicar minhas fotos. A preguiça me consumiu e, por estar tudo "seguro" lá, resolvi adiar a tarefa de salvar foto por foto (aliás, por que essas redes sociais nunca criam algo tipo "Baixar álbum completo"??? Puta trabalho do cão. u.u).
Li numa notícia recente que o Orkut está com seus dias contados, então resolvi salvar as fotos assim que tivesse tempo, por precaução.
Bem, é impossível não ver fotos e bater uma nostalgia, ainda mais no dia de hoje (ou melhor, ontem, 23, aniversário da minha [única] ex.). É engraçado como o mundo dá voltas, como o que era essencial ontem já não importa mais. Não falo isso em relação a apenas minha ex, aliás, ela foi a parte menor da nostalgia toda. Falo em relação a amigos e até mesmo gostos musicais.
É inevitável me sentir idiota - já me sinto assim com o "eu" do presente, imaginem com o do passado. Como eu fui idiota em me enganar, em me submeter a certas coisas e achar que estava bom. Porém, também percebi que muitas coisas que eu sofria se refletiam em atitudes de isolamento. E isso gerava consequências que faziam com que eu sofresse mais um pouco, tornando tudo um ciclo vicioso (essa parte é em relação a minha família). Comparando com atualmente, acho que posso dizer que desisti de tentar ser legal. No passado, escondia as coisas. Quando resolvo não esconder mais, acham pior. Deveria ficar tranquila por tentar fazer minha parte? Na teoria, é muito bonito dizer isso. Na prática, tudo é um grande incômodo, palavras entaladas e olhares que censuram/que discriminam de alguma forma.
Sei lá, a minha vida é boa, mas às vezes sinto que levo muita porrada. Bem, o lado bom é que, sempre que olho para trás, vejo que ainda sou idiota, mas pelo menos sou MENOS do que antes. It feels good.
Uma pena perceber que tem gente que está estática...
Pensamento sobre a faculdade: Sempre achei que a faculdade deveria se adaptar um pouco na hora de receber os "calouros", pq é uma puta porrada e um tanto desorientador.
Bem, agora vejo que eles estão mais do que certos. A vida é assim, não? Você tem que se adaptar a tudo o tempo todo, então por que lá teria que ser diferente? Posso dizer que aprendi bastante nesse processo de adaptação. Não sou a melhor aluna, in fact, sou um tanto preguiçosa. Mas espero que esteja no caminho certo para me tornar uma boa psicóloga.
Pensamento sobre todo o processo "Ana-professora-de-Inglês": Cara, preciso ir para o exterior. Sinto-me um tanto parada em relação ao meu conhecimento. ;~
Bjmordida
PS: Tenho percebido que filosofo mais do que percebo. hahaha
Li numa notícia recente que o Orkut está com seus dias contados, então resolvi salvar as fotos assim que tivesse tempo, por precaução.
Bem, é impossível não ver fotos e bater uma nostalgia, ainda mais no dia de hoje (ou melhor, ontem, 23, aniversário da minha [única] ex.). É engraçado como o mundo dá voltas, como o que era essencial ontem já não importa mais. Não falo isso em relação a apenas minha ex, aliás, ela foi a parte menor da nostalgia toda. Falo em relação a amigos e até mesmo gostos musicais.
É inevitável me sentir idiota - já me sinto assim com o "eu" do presente, imaginem com o do passado. Como eu fui idiota em me enganar, em me submeter a certas coisas e achar que estava bom. Porém, também percebi que muitas coisas que eu sofria se refletiam em atitudes de isolamento. E isso gerava consequências que faziam com que eu sofresse mais um pouco, tornando tudo um ciclo vicioso (essa parte é em relação a minha família). Comparando com atualmente, acho que posso dizer que desisti de tentar ser legal. No passado, escondia as coisas. Quando resolvo não esconder mais, acham pior. Deveria ficar tranquila por tentar fazer minha parte? Na teoria, é muito bonito dizer isso. Na prática, tudo é um grande incômodo, palavras entaladas e olhares que censuram/que discriminam de alguma forma.
Sei lá, a minha vida é boa, mas às vezes sinto que levo muita porrada. Bem, o lado bom é que, sempre que olho para trás, vejo que ainda sou idiota, mas pelo menos sou MENOS do que antes. It feels good.
Uma pena perceber que tem gente que está estática...
Pensamento sobre a faculdade: Sempre achei que a faculdade deveria se adaptar um pouco na hora de receber os "calouros", pq é uma puta porrada e um tanto desorientador.
Bem, agora vejo que eles estão mais do que certos. A vida é assim, não? Você tem que se adaptar a tudo o tempo todo, então por que lá teria que ser diferente? Posso dizer que aprendi bastante nesse processo de adaptação. Não sou a melhor aluna, in fact, sou um tanto preguiçosa. Mas espero que esteja no caminho certo para me tornar uma boa psicóloga.
Pensamento sobre todo o processo "Ana-professora-de-Inglês": Cara, preciso ir para o exterior. Sinto-me um tanto parada em relação ao meu conhecimento. ;~
Bjmordida
PS: Tenho percebido que filosofo mais do que percebo. hahaha
segunda-feira, novembro 19, 2012
Daydreaming
Sinto falta de minhas fantasias que nunca foram concretizadas.
Por que algumas coisas são tão importantes? Talvez meu ego seja muito grande.
bjmordida
Por que algumas coisas são tão importantes? Talvez meu ego seja muito grande.
bjmordida
terça-feira, novembro 13, 2012
A linha tênue
E, de repente, o silêncio me estrangula. Eu sei o que significa (sei mesmo?), sei que ficar quieta talvez não seja saudável, mas também não quero falar.
Estou numa fase sensível? Se sim, por que isso vai e volta?
Afinal, estou sendo altruísta demais? Ou egoísta por me incomodar?
Confesso que essa linha entre altruísmo e egoísmo é tênue demais para que eu possa entender.
Talvez eu seja exigente demais.
bjmordida
Estou numa fase sensível? Se sim, por que isso vai e volta?
Afinal, estou sendo altruísta demais? Ou egoísta por me incomodar?
Confesso que essa linha entre altruísmo e egoísmo é tênue demais para que eu possa entender.
Talvez eu seja exigente demais.
bjmordida
quarta-feira, julho 18, 2012
Kinda lost
O que fazer quando se está perdido? Procuramos informações, certo?
Mas o que fazer quando você se sente perdido?
Pois bem, é assim que eu me sinto.
No passado, procurava explicar tudo, planejar tudo.
Mudei, chutei o balde. Quis seguir meus instintos.
Ao mesmo tempo, foquei em minha maior questão mal-resolvida, que era ser quem eu sou. Procurei me aceitar e me encontrar - procurei a mulher que eu sabia que existia em mim. Quis ser aceita.
O problema é que agora me sinto perdida.
Quem é a Ana? Quem sou eu?
Olho no espelho, à procura de algo que não sei o que é, mas nada encontro, apenas confusão.
O que eu me tornei, afinal?
Sinto minhas vontades oscilarem de uma maneira estranha; quero fazer tudo e, ao mesmo tempo, não quero fazer nada.
Tudo aquilo que faço parece não me agradar antes de ser concretizado. Mas, quando é, fico feliz.
A minha imaginação é pior do que minha realidade - que é muito melhor do que jamais imaginei.
O problema é que a imaginação está me impedindo de viver a realidade, de uma forma estranha.
Sinto-me extremamente desanimada.
Sigo meus instintos, mas acho que apenas eles não me satisfazem. Entretanto, não consigo ser mais a garota que tem tanto a dizer, ainda que tudo que eu quisesse dizer ficasse apenas em minha cabeça, ou neste blog, ou numa folha de papel.
É como se eu já não tivesse o que dizer. Sinto-me um tanto vazia, ainda que eu esteja amando mais do que nunca.
Falando em amor, ao mesmo tempo que me acho extremamente parecida com ela, também me acho extramente diferente.
Eu não sei, sinto que tudo o que eu faço não é bom o suficiente.
Estou me sentindo pesada e leve, forte e fraca.
Estou perdida, ainda que eu tenha minhas luzes.
Bjmordida.
sexta-feira, maio 25, 2012
I don't get it
Às vezes acho que vago por aí sozinha. Não no sentido de estar solitária (ou, como diriam os memes, "Forever alone"), mas sim de não estar com os pensamentos sintonizados com ninguém.
Mesmo tendo pensamentos parecidos (a ponto de ter minhas frases ditas ou terminadas), às vezes acho que existem coisas que nem "a pessoa que amo" seria capaz de entender. Ela compreende, mas não entende exatamente.
Não que isso me incomode. Afinal, não somos a mesma pessoa, apesar de muitas semelhanças.
Mas, quando paro para pensar no que me diferencia das outras pessoas, vejo que tudo é fruto de alguma mágoa, algum tipo de trauma.
Será que, ao "corrigir" essas mágoas, eu estaria me aproximando das outras pessoas, mas, de alguma forma, deixando de ser eu mesma?
Sim, as pessoas mudam. Mas até que ponto a mudança seria "natural"? Aliás, existe um limite para elas?
As pessoas dizem "Fulano(a) mudou muito" e quase sempre isso soa como algo negativo.
Não sei, mais um post pai-de-santo, como nos velhos tempos.
Bjmordida.
Mesmo tendo pensamentos parecidos (a ponto de ter minhas frases ditas ou terminadas), às vezes acho que existem coisas que nem "a pessoa que amo" seria capaz de entender. Ela compreende, mas não entende exatamente.
Não que isso me incomode. Afinal, não somos a mesma pessoa, apesar de muitas semelhanças.
Mas, quando paro para pensar no que me diferencia das outras pessoas, vejo que tudo é fruto de alguma mágoa, algum tipo de trauma.
Será que, ao "corrigir" essas mágoas, eu estaria me aproximando das outras pessoas, mas, de alguma forma, deixando de ser eu mesma?
Sim, as pessoas mudam. Mas até que ponto a mudança seria "natural"? Aliás, existe um limite para elas?
As pessoas dizem "Fulano(a) mudou muito" e quase sempre isso soa como algo negativo.
Não sei, mais um post pai-de-santo, como nos velhos tempos.
Bjmordida.
domingo, abril 15, 2012
Mad
I feel mad.
I know it's not a good feeling, but I just can't do anything about it.
I feel like screaming in front of everybody, but nobody gives a fuck. If someone does, it's not because I'm feeling mad. It's just because I don't want to shut the fuck up.
How can anyone be disturbed so badly by my silence?
Or how can anyone be okay with me screaming like that?
I don't know.
I know it's not a good feeling, but I just can't do anything about it.
I feel like screaming in front of everybody, but nobody gives a fuck. If someone does, it's not because I'm feeling mad. It's just because I don't want to shut the fuck up.
How can anyone be disturbed so badly by my silence?
Or how can anyone be okay with me screaming like that?
I don't know.
sexta-feira, abril 06, 2012
Sometimes I just can't stand myself
Já sentiu como se estivesse queimando ao pisar na linha, no seu limite?
O limite está ali, muito bem marcado, mas você simplesmente não sabe o porquê de ele ficar onde fica. Não sabe como fazer para mudá-lo.
Incrível como seus limites fazem você se sentir tão pequeno.
Ainda mais num mundo que te faz pensar que se é grande.
"Eu. Eu. EU. Eu! Eu penso, eu faço, eu falo, eu como, eu SOU."
Parece algo grandioso, mas não é.
O "ser" é exatamente o que te faz pensar grande e o que faz o limite arder em sua pele.
Seria QUERER o suficiente para mudar seus limites?
Quando você nem ao menos sabe a origem dele? Ou então sua firmeza?
(I don't think so.)
Bjmordida.
O limite está ali, muito bem marcado, mas você simplesmente não sabe o porquê de ele ficar onde fica. Não sabe como fazer para mudá-lo.
Incrível como seus limites fazem você se sentir tão pequeno.
Ainda mais num mundo que te faz pensar que se é grande.
"Eu. Eu. EU. Eu! Eu penso, eu faço, eu falo, eu como, eu SOU."
Parece algo grandioso, mas não é.
O "ser" é exatamente o que te faz pensar grande e o que faz o limite arder em sua pele.
Seria QUERER o suficiente para mudar seus limites?
Quando você nem ao menos sabe a origem dele? Ou então sua firmeza?
(I don't think so.)
Bjmordida.
segunda-feira, março 12, 2012
Old me
Resgatando fotos e textos antigos, percebi o quanto eu era infeliz, pelo menos parcialmente.
Talvez infelicidade seja uma palavra forte demais.
Consigo me lembrar muito bem das angústias e inseguranças. Quero dizer, não que eu me lembre dos motivos de todas elas, mas eu me lembro muito bem da sensação. Era sufocante.
Às vezes ainda me sinto assim. Acho que é mais por ter ficado por tanto tempo assim e ter me acostumado com isso.
Eu me sentia sozinha. Não me sentia à vontade para ser 100% verdadeira e livre. Sempre me escondendo, com medo.
É estranho olhar para trás e ver que eu não fazia ideia do que estava acontecendo, o porquê de eu me sentir daquele jeito. Não era próxima dos parentes, não era próxima emocionalmente da maioria dos meus amigos... Onde eu estive esse tempo todo? Presa numa cela escura e fria? Ou eu era apenas egoísta demais para me misturar com as pessoas?
Medo de ser rejeitada. Medo de dar a cara à tapa.
Engraçado perceber que nem todas as pessoas mordem.
Bem, acho que eu era forte. Apesar de todos esses conflitos, inseguranças e angústias, acho que nunca fui ao fundo do poço. Sempre me segurando para não cair sem nem perceber que fazia isso.
O que me motivava? O que me deixava feliz?
Talvez seja por isso que eu tenha a impressão de que tudo foi bem mais ou menos.
Nem terrível, nem maravilhoso.
Aceitável, razoável. Dava para sobreviver.
Como as coisas mudaram? Como o razoável tornou-se inaceitável?
Acho que foi quando aprendi a ser mais sincera comigo mesma. E quando quis ser sincera com todos os outros (bem, ou pelo menos com todos aqueles que gosto).
Muitas pessoas me marcaram. Algumas de maneira positiva, outras de maneira negativa. Entretanto, todas elas tiveram sua importância. Positividade para suportar, negatividade para ter força.
Qualquer luta tem que ser lembrada e comemorada.
Então, acho que esse post se trata disso. Minha luta comigo mesma em busca de mim mesma, da minha aceitação, do meu amor próprio, da minha vontade de dividir, do meu perdão.
Talvez não tenha falado muito por aqui, mas é porque não tenho muito o que dizer. Quando tiver, como agora, venho dar sinal de vida aqui.
Bjmordida
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