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sexta-feira, maio 25, 2012

I don't get it

Às vezes acho que vago por aí sozinha. Não no sentido de estar solitária (ou, como diriam os memes, "Forever alone"), mas sim de não estar com os pensamentos sintonizados com ninguém.
Mesmo tendo pensamentos parecidos (a ponto de ter minhas frases ditas ou terminadas), às vezes acho que existem coisas que nem "a pessoa que amo" seria capaz de entender. Ela compreende, mas não entende exatamente.
Não que isso me incomode. Afinal, não somos a mesma pessoa, apesar de muitas semelhanças.
Mas, quando paro para pensar no que me diferencia das outras pessoas, vejo que tudo é fruto de alguma mágoa, algum tipo de trauma.
Será que, ao "corrigir" essas mágoas, eu estaria me aproximando das outras pessoas, mas, de alguma forma, deixando de ser eu mesma?
Sim, as pessoas mudam. Mas até que ponto a mudança seria "natural"? Aliás, existe um limite para elas?
As pessoas dizem "Fulano(a) mudou muito" e quase sempre isso soa como algo negativo.
Não sei, mais um post pai-de-santo, como nos velhos tempos.

Bjmordida.

quinta-feira, novembro 03, 2011

A contradiction

Mad, sweet.
Por que tanta diferença?
Acho que agora consigo entender.

Quando ignoram (ou coisa pior) uma parte de mim que ficou tanto tempo oculta é... ARGH!
Não que esta seja minha maior parte. Mas, por ter ficado oculta, ela fica muito mais evidente agora.
Quando me dizem como agir...
Não! Não! Não! NÃO!
Eu continuo sendo a Ana!
Há uma GRANDE diferença entre dar conselhos e querer mudar alguém.
I'm not gonna change. Ou melhor, vou. Mas quando EU quiser. Quando for MINHA hora. E, mesmo assim, não será da maneira como alguns querem.

Quando sabem exatamente o que eu sou, como ajo. E me apoiam!
Não precisam me conhecer profundamente para descobrirem como sou.
E, mesmo que impliquem um pouco com algumas coisas minhas, ninguém renega esta parte. Ninguém diz que é ruim. Só dizem que tudo ficará bem. Que preciso ter coragem.
Incentivam, não julgam. Podem até me achar boba, mas entendem.

É engraçado como lidam com duas partes de maneira tão distinta.
(Sim, eu disse DUAS partes.)

Uma vez que levantei minha cabeça, não vou abaixá-la novamente. Para NINGUÉM.

Eu sempre gostei de ser transparente. Mas, a partir do momento que começaram a me cobrar algo que não devo, escolhi deixar de ser.
Sinto e não sinto falta disso.
Sinto falta pelos momentos de inspiração.
Não sinto, pois sei que continuo sendo transparente. Sem precisar dizer absolutamente nada!

Sei que o último post foi meio louco. Sei que este também é, mas...
Não consigo fazer melhor que isso.

Bjmordida.


PS: Tive um sonho tão bom. Queria não ter acordado.

quarta-feira, agosto 24, 2011

Não me procure mais

Não quero assinar contrato(s) de fidelidade.
Não quero (não) ter que fazer algo porque (não) deveria, ou porque (não) é isso que as pessoas esperam de mim.
Quero ir e vir, sem compromisso. Ficar é uma escolha minha.
Se eu não me prendi, não são vocês que vão conseguir me segurar.
(Coloquei no plural só para não acharem que estou falando de uma pessoa específica. Talvez esteja. Talvez não.)

"I know it doesn't seem so fair,
But I'll send you a postcard when I get there."


Definitivamente, não quero falar de mim.
Por isso a ausência, o silêncio.
Não estou mal, estou normal.
Quero ficar quieta, na minha.
Quando quiser conversar, conversarei.
Só não venha puxar assunto, dizendo coisas idiotas, porque isso tem me irritado mais do que o normal.
Acrescente algo, mude o meu dia. Caso contrário, não fale comigo. MESMO.
Não banque o(a) bom(boa) amigo(a), não tente manter aparências.
Amizades de verdade sobrevivem a longos períodos de ausência, não?!
E, se eu te procurar, aja naturalmente.

Sabe aquela velha história do "Aqui se faz, aqui se paga."?
Aliás, a minha boa educação me impede de dizer muitas coisas.


Um dia, voltarei. Ou não.
Mas, se voltar, tenham a certeza de que o fiz por vontade própria.

Bjmordida.

PS: Acho que não fui muito clara nesse post, nem nesse, então... Resolvi ser clara neste.

terça-feira, abril 19, 2011

Vergonha alheia - Idiotice minha?

Ultimamente, meus dias têm sido vazios, meus pensamentos são esquecidos, o meu ânimo existe, mas só até certo ponto.
É engraçado como isso está me fazendo ficar mais sentimental, mas para um lado ruim.
Consigo captar tudo aquilo que me irrita, me causa repulsa, me envergonha.
Os adultos são seres de outro planeta. Por mais que eu tente acompanhar a lógica deles, simplesmente não consigo.
E como morro de raiva quando sinto olhos de porcos imundos em mim, no meu corpo. Dá vontade de arrancar os olhos dos infelizes, vide Kill Bill. É tão... urgh!!! Hoje vi uma moça tocando bateria imaginária na rua. Sorri, mas olhei para o lado, com medo de ofendê-la. Eis que um infeliz passa do meu lado e pensa que estou sorrindo para ele. O que ele faz? Manda um beijo. Ai, que vontade de fazê-lo engolir os próprios lábios, para não dizer coisa pior.

Sim, não estou mais reprimindo qualquer raiva que eu sinta. Por muito tempo, tentei não senti-la. "Que sentimento mais auto-destrutivo e inútil!"
Querem saber? Foda-se.
Eu sou humana, sentir raiva é humano, então vou sentir o máximo de raiva que eu puder sentir, como qualquer outro sentimento (bom). Não falo de ódio, falo de raiva. Ou falo de ódio sem saber? Prefiro chamar de raiva, apenas.

Mas acho que tem algo que gera mais revolta em mim:
Ver que todos os jovens estão ficando assim. Isso me dá um nojo tão, tão grande!
Sério mesmo que a gente precisa ser como eles? Sério mesmo que vocês caíram no papinho furado deles? Nas merdas que passam na TV?! Eu achei que vocês fossem mais inteligentes, de verdade. Qual o problema? É mais cômodo? Para quê chip quando a lavagem cerebral já foi feita?!
"É divertido.", "Finalmente somos livres para fazermos o que bem entendermos.", "Você fala isso porque nunca provou.", "Você precisa ampliar o seu mundo!". Sinceramente? Vai tomar no cu para quem pensa assim.
E falo isso com toda a dicção possível. E com gosto.
Pode dizer que tenho uma Síndrome de Peter Pan distorcida que eu nem ligo.

Às vezes penso em fazer o dobro de merda que vocês fazem, só para ver se alguém se toca. Mas acho que seria inútil.

E quem não faz nada, mas diz “Ah, deixa eles!”, vai tomar no cu também. É sério que você não vai fazer NADA? É por isso que o mundo é uma merda. A sujeira está aí, bem debaixo dos seus narizes. E alguém quer limpar? Não. Varrem para debaixo do tapete. E eu fico muito, mas muuuuuuito feliz de pegar o tapete e sacudí-lo. Como é bom ver a sujeira voando!

Na verdade, eu que devo ser a idiota da história por não concordar com nada disso. A única que não entra no sistema, que idiota. Eu que devo ser a idiota por pensar que alguém é capaz de me entender, entender minha raiva. Sou ainda mais idiota por desejar que alguém me entenda. E que abrace a minha revolta como se fosse algo precioso.

E é por causa disso que estou distante das pessoas. Estou presente, mas distante. Pelo menos quando esse assunto surge. Bem, isso quando consigo me controlar, porque sempre mordo a minha língua para permanecer calada e não ser a desagradável, a estraga "prazeres".

É isso aí, essa é uma das coisas que mais ocupam minha mente que eu não consigo esquecer.

Bjmordida.

E se você sentiu um soco no estômago quando leu este post, posso dizer que essa foi a intenção.

E se não sentiu, minha missão não foi cumprida.

PS: Obrigada por todos os comentários! Aliás, vocês querem que eu responda seus comentários abaixo deles?