segunda-feira, março 12, 2012

Old me

Resgatando fotos e textos antigos, percebi o quanto eu era infeliz, pelo menos parcialmente.
Talvez infelicidade seja uma palavra forte demais.
Consigo me lembrar muito bem das angústias e inseguranças. Quero dizer, não que eu me lembre dos motivos de todas elas, mas eu me lembro muito bem da sensação. Era sufocante.
Às vezes ainda me sinto assim. Acho que é mais por ter ficado por tanto tempo assim e ter me acostumado com isso.
Eu me sentia sozinha. Não me sentia à vontade para ser 100% verdadeira e livre. Sempre me escondendo, com medo.
É estranho olhar para trás e ver que eu não fazia ideia do que estava acontecendo, o porquê de eu me sentir daquele jeito. Não era próxima dos parentes, não era próxima emocionalmente da maioria dos meus amigos... Onde eu estive esse tempo todo? Presa numa cela escura e fria? Ou eu era apenas egoísta demais para me misturar com as pessoas?
Medo de ser rejeitada. Medo de dar a cara à tapa.
Engraçado perceber que nem todas as pessoas mordem.
Bem, acho que eu era forte. Apesar de todos esses conflitos, inseguranças e angústias, acho que nunca fui ao fundo do poço. Sempre me segurando para não cair sem nem perceber que fazia isso.
O que me motivava? O que me deixava feliz?
Talvez seja por isso que eu tenha a impressão de que tudo foi bem mais ou menos.
Nem terrível, nem maravilhoso.
Aceitável, razoável. Dava para sobreviver.

Como as coisas mudaram? Como o razoável tornou-se inaceitável?
Acho que foi quando aprendi a ser mais sincera comigo mesma. E quando quis ser sincera com todos os outros (bem, ou pelo menos com todos aqueles que gosto).

Muitas pessoas me marcaram. Algumas de maneira positiva, outras de maneira negativa. Entretanto, todas elas tiveram sua importância. Positividade para suportar, negatividade para ter força.

Qualquer luta tem que ser lembrada e comemorada.
Então, acho que esse post se trata disso. Minha luta comigo mesma em busca de mim mesma, da minha aceitação, do meu amor próprio, da minha vontade de dividir, do meu perdão.

Talvez não tenha falado muito por aqui, mas é porque não tenho muito o que dizer. Quando tiver, como agora, venho dar sinal de vida aqui.

Bjmordida

quinta-feira, março 01, 2012

Infinito & Eterno

Não há nada pior do que o desejo de ser infinito, eterno.
Pior que há: O desejo de que nossas relações sejam assim.

Não falo só de amor. Falo também de amizades, lugares (ou parece tão absurdo ter uma relação com um lugar?). - Bem, sei que amizade e lugar se encaixam em amor, mas resolvi deixá-los separados, para não restar dúvidas sobre aquilo que escrevo

Por que é tão ruim e doloroso quando algo não dura por muito tempo? Por que precisamos estar amarrados?
Estou começando a pensar que as relações não são laços, são fluídos. Emitimos energia o tempo todo. A partir de nossas mudanças, essa energia também muda. E, de repente, não estamos mais em sintonia com aquilo que gostávamos. A relação não flui como antes. A troca de energias se torna diferente.

Talvez seja porque nossas relações estão baseadas em lembranças, não no momento.
Talvez aqueles que dizem que a falta de memória é algo bom estejam certos.

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Aula de Epistemologia e História da Psicologia, 24/11/2011.

domingo, fevereiro 12, 2012

You know I'm such a fool for you

De repente, senti uma vontade enorme de fotografá-la, de ter o desafio de registrar todas as suas expressões corporais - expressões que revelam com delicadeza quem ela realmente é.
Ter olhos atentos e boa memória já não bastam para mim. Posso dizer que adquiri a necessidade de acompanhar seu desenvolvimento - de menina para mulher, de mulher para menina. Quero estar ao seu lado quando as transformações acontecerem. Melhor dizendo, elas já estão acontecendo.
Nunca pensei que fosse desejar fotografar a mesma mulher por um tempo tão longo.
Espero que as fotografias expressem como ela é e como eu a vejo.
(Não só estas, mas as futuras também!)
















































Entortar levemente a boca no fim das frases, ao contar uma história.
Mexer o nariz quando toco a ponta do mesmo.
Olhar-me surpresa, mas rir quando digo alguma besteira.
Dizer qualquer coisa durante um abraço.
Massagear-me durante um abraço.
Segurar minha mão.
Seu jeito envergonhado de me dar chocolate.
O jeito natural que me chama de (meu) amor, como se tivesse passado a vida inteira me chamando assim.
Começar a cantar, parar ao perceber que estou prestando atenção e voltar ao ser encorajada para continuar.
Suspirar ao lembrar de uma comida que gosta.
Mandar-me beijos quando não podemos nos beijar.
Abraçar-me e beijar minha testa.
Ter sempre o olhar atento e interessado, ainda que o que eu diga não seja interessante.
O gesto que faz quando diz que algo não é importante (mostrar a palma da mão e depois abaixá-la).
Reclamar das pessoas da rua, com expressão séria que se suaviza quando falo para não se importar com elas.
Preocupar-se comigo e se esforçar para que eu não me preocupe com ela, sem mentir.
Olhar-me, suspirar e sorrir enquanto anda pela casa.
Ler timidamente seus textos para mim.
Seu coração acelerado.

(...)

Muitas dessas pequenas coisas não podem ser fotografadas. Posso dizer que são as minhas favoritas.
Se conseguir registrar pelo menos algumas dessas simplicidades, já estarei feliz.

(É, já era, amor, virou minha modelo. hauhauhau xP)

Bjmordida!

PS: Eu sei, tudo isso soa um pouco louco, mas é que nada parece ser suficiente para explicar o que estou sentindo, então estou fazendo um pouco de tudo. Uma pena que eu não saiba desenhar...

PS2: Não ficou tão bonito quanto eu gostaria... ): Espero não parecer doente, ao menos. lol

PS3: Se você não for a Bella e não namora, parabéns, você adquiriu diabetes!

sábado, fevereiro 11, 2012

Looking at myself in the mirror

When I look at myself in the mirror, I generally look for some body imperfections and try to figure out how I can fix them. I think trying to be prettier is a nice wat to show some love to myself. I do not want to be perfect, I just want to be comfortable with myself.
There was a moment in my life that I could barely look at myseld in the mirror, because I was ashamed and felt really bad about myself. When I was younger, some people used to say bad things about me, and I used to feel really sad, but I kept letting them say whatever they wanted. If something like that happens nowadays, I will not react the same way, because now I love myself and I am proud of who I am.
Until last year, I think I was not able to love myself. Since a friend of mine told me I should not be ashamed or afraid of who I am and whatever I feel, my life changed. I remember going to the bathroom, closing the door and start talking to myself in front of a mirror since that day.
Day by day, I started to feel comfortable with myself again. Day by day, looking at myself in the mirror was getting easier.
Some people can hurt you with or without intention, but I learned that love can fix a broken heart.

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Engraçado pensar que um ano (ou melhor, menos que isso) pode fazer uma diferença absurda.
Engraçado pensar que uma pessoa pode ter feito tanto por você dizendo apenas uma frase.
Engraçado pensar que você jamais esperava que essa pessoa, que você foi tão idiota e malvada, fosse te ver pedindo socorro quando ninguém mais viu isso e te ajudou, mudou sua vida.
Patee, você não tem ideia do bem que me fez ao conversar comigo naquela madrugada, ao dizer "Não tenha vergonha de nada que você seja capaz de sentir"!

Não sinto mais como se existisse um monstro dentro de mim. Apenas sinto que sou a Ana Luiza, uma garota de 19 anos, com desejos, expectativas e um pouco de revolta com o mundo, como a maioria das pessoas de minha idade.
(Fiz questão de me afastar de quem fazia com que eu me sentisse assim, e vou continuar fazendo isso.)
Ao me aceitar, descobri que existem pessoas maravilhosas por aí, inclusive meus pais e meu irmão. Não que eu duvidasse disso, apenas tive certeza.
Chorar de medo e vergonha? Não mais!

Bjmordida.

PS: O texto não ficou exatamente como eu queria, mas okay... O final ficou jogado, porque o tempo da aula acabou. rs
E, bem, eu não falava literalmente com o espelho, só ficava me encarando e pensando num diálogo comigo mesma. Se querem saber, ainda faço isso. rs

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

I need you so much closer

Tenho tanta urgência!
Urgência de você!
Ainda assim, se fosse preciso, esperaria o tempo que fosse só para vê-la, tê-la em meus braços.
De que adiantaria ter outras, se nenhuma me cativaria tanto quanto você?


sexta-feira, janeiro 27, 2012

Selfish bitch

Sou egoísta pra caralho, já não ligo mais para as pessoas como antes.
Não procuro para conversar, não faço esforço para ver.
Algumas pessoas fazem falta, outras não.
Mas me sinto péssima por não procurar as pessoas das quais eu sinto falta.

Se isso é bom ou ruim, I really don't know.

Don't wanna be alone anymore

É tão angustiante a sensação de estar sozinha.
Não sinto a carne fraca diante de "tentações", pelo contrário. Quero mais é ficar longe.
Mas por que é tão doloroso permanecer assim?

(15 de dezembro de 2011 - Rascunho de um post interrompido por uma onda súbita de felicidade)

Purple love

Via tudo vermelho quando segurava sua mão.
De repente, a Sombra o levou. Sequestrou seu Amor!
Chorou, sofreu, pediu que à Sombra que devolvesse Amor.
A Sombra, impaciente, disse que, para ter seu Amor de volta, teria que lhe dar algo em troca.
Pensou, pensou e descobriu o que teria que fazer para ter o Amor de volta.
A Sombra queria algo muito precioso: Carinho.
Ao receber Carinho, a Sombra devolveu Amor e ainda escreveu uma carta.
Na carta, descobriu-se que Amor não via tudo vermelho como ela. Via azul.
A partir disso, tudo ficou roxo.

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É, não ficou bonito, mas eu tentei...
Bjmordida (:
(Juro que escreverei um post decente em breve)

sexta-feira, dezembro 09, 2011

19

Há tanto a dizer, há tanto a escrever, há tanto a sentir.
Volto depois.

sábado, dezembro 03, 2011

Not perfect, but still good

I don't want a perfect life.
I just want to live.
I said LIVE, not simply exist.
It is so easy to forget what really matters.
To tell the truth, I don't forget.
People want me to forget, and I just don't know why.
They think I am not happy. Or that I should not be happy.
Not right now.
They think I don't have anything.
But I do.
I don't need money, I don't need to drink, I don't need to hook up with every sexy girl I know.
I am okay with who I am. Why aren't they?
Do they know what really makes me happy?
Of course they don't.
They don't want to know me. They just want me to change.
I will not.
I have almost everything I need to have a wonderful (not perfect! I prefer this way!) life.
Do they know what really matters for me? Do they know what really matters for themselves?
I know I don't live my life the way I want to, but.... Do you know why?
Because of them.
Probably you have the same problem as me.

I don't know.
I am really tired of this shit.

quinta-feira, dezembro 01, 2011

“I’ll do anything to make you stay”

Olhou-a nos olhos. O olhar dela era profundo, intenso, claro, malicioso. Não resistiu à força do olhar: desviou seus olhos azuis dos castanhos. Sentiu medo sem saber por quê. Por que se sentia tão intimidada sempre que a outra estava por perto? Em sua ausência, sofria, conversava mentalmente com ela, sentia seus braços clamando por ela. Mas, quando seus sonhos se aproximavam da realidade, ficava paralisada, em pânico. Era como se ela fosse uma presa, e a outra, predadora. Não gostava de se sentir tão vulnerável.

Mas era pior estar sem ela. Direcionou seus olhos aos dela, que a olhavam ansiosos, curiosos. Hesitante, segurou uma de suas mãos. Sentiu-se infantil pelo contraste do contato: enquanto a outra tinha o toque suave e tranqüilo, ela tremia, gelava. Então, a outra deu aquele sorriso sem-graça, como se quisesse encorajá-la dizendo que estava tão envergonhada quanto ela. Derreteu-se. Retribuiu com um meio sorriso e corou. E nada mais importava a nenhuma das duas.

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Aula de História da Filosofia, 30/11/2011.

sábado, novembro 26, 2011

Zombie

It’s like I have been swimming in the ocean for years. I feel exhausted. So exhausted that I can barely know what is worse: The pain all over my body or starvation and thirst.

It’s like I am dead. My feelings are so strong and run so deep inside me that it causes me emptiness. I do not want to be here. I want to shout until I lose my voice and start bleeding inside. I just want to run away. I just want to nap in a girl’s arms, listening to her heart and smelling her neck; feeling the wind that comes from the ocean.

I want to feel safe again, and stop drawing in the ocean. I do not want a place to stay, but I do not want to be lost anymore.

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Aula de Sociologia, 24/11/2011.

domingo, novembro 06, 2011

Breaking out

Uma das coisas mais geniais que aprendi desde que entrei na faculdade foi que um psicólogo não AJUDA um paciente. Pelo menos não literalmente.
Muitas pessoas têm a visão de que um psicólogo vai sair dando conselhos, buscando o bem do paciente.
É, não é uma boa fazer isso. Por um motivo muito simples:
Nós NÃO sabemos o que é melhor para o paciente. *Aquela que já está se incluindo na parada, mesmo não sendo formada.*
Uma coisa é você indicar pontos que o paciente precisa/deveria trabalhar, e, ao trabalhar nesses pontos, ele pode vir a se sentir bem.
Mas dizer "Faça isso, faça aquilo"...

O ponto que quero chegar é:
Por que as pessoas têm a terrível mania de fazer isso?
Ok, não é que eu não aceite sugestões. O que me irrita é a maneira que as pessoas dizem as coisas.
"Você TEM que fazer X." - Não, eu não tenho! Você, por algum motivo muito idiota, acha que isso é o melhor para mim. Quando, na verdade, não passa de uma modinha estúpida. Ou você ACHA que seus valores são mais importantes que os meus.
"Ana, por que você não faz X, não Y?" - Muito melhor, não?

Um jeito de falar que eu acho GENIAL é quando a pessoa diz "Acho que você deveria fazer X", "Sei X é difícil, mas tente" ou "Do meu ponto de vista, X parece ser a melhor solução".

Não sei, mas eu acho muito menos autoritário. Aliás, é totalmente o contrário disso, não?

Não estou dizendo que as pessoas deveriam parar de dar opiniões. Mas a forma que essas pessoas dão suas opiniões é muito intimidadora.
(Olha quem fala, a louca autoritária do blog! Sim, mas aqui é meu blog, lê quem quer. *E, não, isso não é para ser um fora*
Mas quando você joga na cara de alguém que ela está errada de graça, aí é um problema.)
Será que alguém tem a menor noção do impacto que uma frase mal formulada pode ter?
Estou exagerando?
Falo isso por experiência própria, inclusive na conduta da minha antiga psicóloga.
(Ah, e também não estou entrando no valor semântico de "ter". "Você TEM que fazer isso" pode soar como algo positivo, também)

Não tente impor suas ideias, porque não cola. Pelo menos não comigo.
Mas, se você discutir direitinho, é bem capaz de eu até parecer contraditória na conversa, por discordar de você e depois concordar.
Não que você esteja certo(a) e eu tenha percebido que estou errada, mas a forma que você fala me deixa tão pensativa a ponto de abrir mão de minhas ideias.
Sei lá, como eu já disse várias vezes aqui, não acho que esse negócio de certo e errado existam mesmo.

Mas enfim.

Bjmordida

PS: Eu sei, estou escrevendo mal bagarai. Acredite, pessoalmente não é muito diferente.
E acreditem, não estou tão revoltada assim. Not anymore.

quinta-feira, novembro 03, 2011

A contradiction

Mad, sweet.
Por que tanta diferença?
Acho que agora consigo entender.

Quando ignoram (ou coisa pior) uma parte de mim que ficou tanto tempo oculta é... ARGH!
Não que esta seja minha maior parte. Mas, por ter ficado oculta, ela fica muito mais evidente agora.
Quando me dizem como agir...
Não! Não! Não! NÃO!
Eu continuo sendo a Ana!
Há uma GRANDE diferença entre dar conselhos e querer mudar alguém.
I'm not gonna change. Ou melhor, vou. Mas quando EU quiser. Quando for MINHA hora. E, mesmo assim, não será da maneira como alguns querem.

Quando sabem exatamente o que eu sou, como ajo. E me apoiam!
Não precisam me conhecer profundamente para descobrirem como sou.
E, mesmo que impliquem um pouco com algumas coisas minhas, ninguém renega esta parte. Ninguém diz que é ruim. Só dizem que tudo ficará bem. Que preciso ter coragem.
Incentivam, não julgam. Podem até me achar boba, mas entendem.

É engraçado como lidam com duas partes de maneira tão distinta.
(Sim, eu disse DUAS partes.)

Uma vez que levantei minha cabeça, não vou abaixá-la novamente. Para NINGUÉM.

Eu sempre gostei de ser transparente. Mas, a partir do momento que começaram a me cobrar algo que não devo, escolhi deixar de ser.
Sinto e não sinto falta disso.
Sinto falta pelos momentos de inspiração.
Não sinto, pois sei que continuo sendo transparente. Sem precisar dizer absolutamente nada!

Sei que o último post foi meio louco. Sei que este também é, mas...
Não consigo fazer melhor que isso.

Bjmordida.


PS: Tive um sonho tão bom. Queria não ter acordado.

segunda-feira, outubro 10, 2011

Now I know

A epifania que eu tanto queria finalmente aconteceu.

Obrigada, corpo e alma.


~


Se você não gosta de uma situação, é sempre bom buscar o motivo de seu desgoto.
É sempre bom buscar respostas. Mesmo que elas venham sem palavras.

Bjmordida.

sexta-feira, setembro 30, 2011

:')

São essas coisas que me emocionam, me dão alegria de viver.
Essas pequenas:




Olhe ao seu redor. Perceba o que há de bom.
A maioria só vê o que há de ruim.
Faça o contrário. Ou pelo menos tente.

Bjmordida.

segunda-feira, setembro 05, 2011

Absolutamente N-A-D-A

Vim aqui postar sobre absolutamente nada. Isso mesmo. NADA!

Deixo aqui, sem palavras, tudo aquilo que estou sentindo.

Can u feel it?

Não é um post vazio. Pelo contrário. Está inundado de sentimentos.
Não quero mais palavras. Cansei delas.

Não há verdade, não há mentira. É tudo muito igual, tudo muito diferente.
Separar o arroz do feijão é fácil, quando estão crus.
E quando não estão? Você sabe o que é feijão, sabe o que é o arroz, mas não consegue separar um do outro.
E para que separar? Há sentido nisso? Os dois não "funcionam" muito bem juntos?

Não me compreendo neste momento. E nem quero.
Então eu agradeceria MUITO se as pessoas parassem de fazer isso por mim.
Deixa eu viver em paz! VIVER.
Pensar... Penso depois. Quando os sentimentos não gritarem tanto dentro de mim.

Estou selvagem. Primitiva. Pode rir, se quiser. Mas é a mais pura verdade. A única que conheço HOJE.
Vou sendo guiada por meus sentidos. Os cinco e mais alguns. Alguns que nem eu e nem a ciência conseguem definir. Também nem quero saber. O negócio é sentir, não saber. Ou melhor, sentir para saber.
A minha educação é a única coisa que me mantém racional. Mas posso abrir mão dela, se achar necessário.

Estou selvagem. Não tente me prender. Isso só faz com que eu fique ainda mais selvagem.
Vou, através dos sentidos, chegando aos lugares. Se você estiver no caminho, isso é apenas coincidência.
Já que não posso correr na floresta, deixe-me correr no meu cativeiro, que, por sinal, está cada vez maior.

Entendeu? Não? Sinto muito. Não sei explicar além disso. E nem quero.

BjMORDIDA. (Porque estou selvagem. Cuidado.)

(Post pai-de-santo)

quarta-feira, agosto 24, 2011

Não me procure mais

Não quero assinar contrato(s) de fidelidade.
Não quero (não) ter que fazer algo porque (não) deveria, ou porque (não) é isso que as pessoas esperam de mim.
Quero ir e vir, sem compromisso. Ficar é uma escolha minha.
Se eu não me prendi, não são vocês que vão conseguir me segurar.
(Coloquei no plural só para não acharem que estou falando de uma pessoa específica. Talvez esteja. Talvez não.)

"I know it doesn't seem so fair,
But I'll send you a postcard when I get there."


Definitivamente, não quero falar de mim.
Por isso a ausência, o silêncio.
Não estou mal, estou normal.
Quero ficar quieta, na minha.
Quando quiser conversar, conversarei.
Só não venha puxar assunto, dizendo coisas idiotas, porque isso tem me irritado mais do que o normal.
Acrescente algo, mude o meu dia. Caso contrário, não fale comigo. MESMO.
Não banque o(a) bom(boa) amigo(a), não tente manter aparências.
Amizades de verdade sobrevivem a longos períodos de ausência, não?!
E, se eu te procurar, aja naturalmente.

Sabe aquela velha história do "Aqui se faz, aqui se paga."?
Aliás, a minha boa educação me impede de dizer muitas coisas.


Um dia, voltarei. Ou não.
Mas, se voltar, tenham a certeza de que o fiz por vontade própria.

Bjmordida.

PS: Acho que não fui muito clara nesse post, nem nesse, então... Resolvi ser clara neste.

terça-feira, agosto 02, 2011

Tudo passa, tudo passará.

Fazia tempo que não escutava Metal Contra As Nuvens.
Milagrosamente, em alguma madrugada antes de dormir, estava ouvindo meu mp3. Tinha parado de fazer isso, com medo de perder o sono. Fiquei com vontade de ouvir esta música. Foi uma das melhores coisas que fiz há muito tempo.

Já no final da música, na parte mais bonita, Renato Russo canta "Tudo passa, tudo passará". Confesso que nunca concordei com essa frase, mas acho que era porque pensava nela da maneira errada. Sim, tudo passa. Tudo passará. A verdade me inundou no momento que entendi o sentido da frase. Pensava que isso tudo era absurdo, já que a minha "condição" não passa, nem passará. Mas aí é que está: A "condição" faz parte de mim. Se você arrancá-la de mim, ficará um buraco e todo o resto ficará deformado, na tentativa de preencher o vazio.
Características não são situações. O "tudo" é isso. Tudo. Tudo menos você.
A minha "condição" não passou, mas a situação sim. Não sinto mais aquele aperto no peito, aquele nó na garganta. Quero dizer, sinto sim, mas eu sei que tudo vai dar certo no final. Não importa o tempo que leve. Sabem por quê? Porque tudo passa. Tudo passará. E sempre vai ser assim. Tudo passa, mas o amor incondicional fica. Quando o elo existe de verdade, ele não se desfaz, não quebra. Senti meu coração mais leve. Sorri e chorei. Não chorei de tristeza, chorei de alegria. Alegria por poder respirar, alegria por viver, por ter uma vida boa. Bobo, não?

O amor é lindo, sabe?

Estou escrevendo este post como lembrete, para quando a dor for grande, quando eu não tiver esperança. Ana, tudo passa.

"Temos que sorrir muito e viver muito."

E, (in)felizmente, coisas boas também passam. Não falo de amizades, falo de rotina, de convívio e tudo mais. Hoje foi um tipo de soco no estômago. Muitas coisas estão por vir. E só estou no meio do caminho. Olho para trás. Alguns acham que estou olhando para um lado, mas estou olhando para o outro. Já não sinto mais saudades do colégio. Aliás, faz um bom tempo que não. Estou aqui, pronta para seguir meu caminho. Desconhecido. Imagino que ele seja percorrido na água, pois, ao mesmo tempo que ele pode me afogar, ele pode ser muito agradável. Espero que eu esteja leve o suficiente para boiar. Afundo na água, pensando que estou com um peso me puxando para baixo. Não tem nada me puxando. Vou sentir falta de percorrer um caminho "largo". E esse é o tal peso que me puxa. Eu adoro estar enrolada com tantas coisas para fazer, com tantos lugares para ir, tantas pessoas queridas por aí. Não sei como será a partir de agora, mas espero não me sentir sufocada. Porque, apesar de estar lotada de coisas para fazer em/para diversos lugares, isso me sufoca menos do que estar num lugar só, fazendo uma coisa só. Veremos.

Enfim, é isso aí.

Bjmordida.

PS: Desculpem não estar comentando nos seus blogs...

PS2: Se você não entendeu o post, leia de uma forma mais "leve", tentando enxergar de longe. Se, ainda assim, não entender, não me pergunte, porque não vou explicar.

quarta-feira, julho 13, 2011

Silêncio

Estou numa fase silenciosa. Não sei o que dizer. Não sei meeeesmo.
Tired of bullshit, you know.
"Bullshit" is like... Coisas inúteis.
Sabe aquele papo besta para passar o tempo?
Totalmente sem paciência. Sem palavras. Sem respostas.
O que eu deveria dizer?

Não sei, consigo ver o limite de muitas coisas.
O limite das pessoas me irrita.
E aí é que está o meu limite.
Não estou dizendo que as conheço perfeitamente, mas, ao meu ver, elas estão bem palpáveis. O limite está escrito em suas testas.
E eu sei o que me faz ver esse limite com clareza. Nevermind. My stuff, you know.
Nunca pensei que uma coisa pudesse fazer tanta diferença.
Talvez não diretamente. Talvez ninguém perceba. Só eu.

O silêncio também está em minha cabeça.
Na maior parte do tempo, não penso em nada muito importante.
Nem pareço a garota prestes a explodir do ano passado.
Isso é ótimo.
E, não, não é como se eu estivesse controlando pensamentos. Eu só não estou pensando.
Não tenho o que pensar. Vou pensar no quê? Na faculdade que vou começar? Na minha mudança? Nas futuras aulas de direção da auto-escola? Na minha pseudo vida amorosa? Na viagem do Kumon? Ficar ansiosa à toa? Isso dá gastrite, já dizia minha vó.
(Okay, ela não dizia isso. Mas alguém dizia que eu sei.)
Prefiro ocupar minha mente com as coisas que tenho para fazer. Nos próximos compromissos. Curso de inglês, japonês, bateria, "trabalho"...
E assim vivo minha vida. Um dia de cada vez.
Acho ótimo.

Véi, não tente interpretar esse post. It doesn't make any sense. Sentir é a melhor forma de interpretá-lo. E tenho certeza que isso vai ficar mais evidente daqui para frente.
Só quis escrever um pouco, para ver se minha vontade de dar foras passa. lol
Só estou seguindo o fluxo, sentindo de tudo um pouco. E é isso aí. You all should do the same.

Bjmordida.

PS: Acho que só UMA pessoa vai entender o que quis dizer. Se essa pessoa comentar e eu perceber que ela realmente entendeu, vou avisá-la.